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terça-feira, 21 de julho de 2009

PROCURO...

Há muito tempo que busco um tema para “postar” neste esquecido e abandonado blogue; mais que “postar”, para criar um conjunto de palavras mais ou menos ordenadas e com sentido e que me transmitam algum prazer traçá-las e, por que não, dar algum prazer a quem as lê.
Tenho pensado muito, procurado aqui e ali, debaixo das pedras da vida mas, em vão.
Nada faz aquele “clik” que me permita começar a riscar as folhas de papel electrónico.
Está visto que a letargia instalou-se e a apatia infértil domina…
A realidade do quotidiano revolta-me, enoja-me, entristece-me… São temas mais que repassados em cada “pasquim”, em cada esquina, em cada blogue…
As minhas aventuras e desventuras, de tão minhas que são, também não ouso expô-las ao vento; não pretendo fazer aqui uma catarse espiritual e este blogue não foi criado para contar mágoas e tristezas, delas, estamos todos cheios.
Olhando para a vizinhança, verifico que o entusiasmo literário também já foi maior; também vão deixando ao abandono os seus “cantos” literários.
Problemas pessoais, cansaço, falta de temas, ou apenas desilusão, vão impedindo os autores de escrever. Só os mais fortes conseguem manter a força, ânimo e inspiração para seguir em frente; como tudo na vida.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

É BOM!

É bom estar bem comigo e com a minha consciência.
Caminho descalço sobre os cardos da vida, com os pés ensanguentados e dormentes de dor mas, tenho a cabeça livre e a consciência tranquila. Estou assim porque quero! Não me "baixei" para mendigar uns "sapatos".
Caminhar "descalço" custa muito mas, será o preço a pagar por manter a minha identidade, a minha maneira de ser e de pensar. Seria mais fácil "desviar-me" e escolher caminhos mais fáceis, mais macios; obteria melhores resultados, seria melhor aceite, gostariam mais de mim mas, e eu? Como me sentiria eu a agir de outra forma? Muito mal!
A frontalidade é um dos valores que muito aprecio e cultivo; é incómoda- a minha- mas, é a minha forma de estar.
Abomino pessoas sem opinião ou pessoas que concordam sempre com aquilo que os outros dizem. Sei que existem e tolero-as; a minha formação manda-me respeitá-las. Respeito mas não me escuso a mostrar-lhes a minha maneira de pensar. Não sei porque o faço... nunca obtenho resposta...
A fadista disse: "cantarei até que a voz me doa!"
EU digo: darei a minha opinião enquanto for vivo, doa a quem doer.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

A LUA


Há muitos anos disseram-me que a Lua influenciava a vida na terra, as marés, etc.; fiquei perplexo- como podia aquela distante bolinha branca influenciar-nos?

Com o passar dos anos voltei a ouvir o mesmo tantas vezes que, acabei por acreditar. Com forças magnéticas ou não, o que é certo é que o mar tem as marés e nós também as temos- bom e mau humor e outros "fenómenos".

Olhando pela janela da vida, tenho reparado que também o ser humano tem a(s) sua(s)lua(s) privada(s). É um facto! Há pessoas na nossa vida que influenciam tudo o que fazemos; o nosso humor, o nosso bem estar, as nossas acções e "afazeres"- tudo!

Há "Luas" que escolhemos, outras que nos são "impostas", outras há que nos surgem quando menos esperamos... fazer o quê? Temos que viver com elas; temos que ir ao sabor das suas "fases".
Hoje, a Lua está crescente; mais uma vez "renasceu" da sua fase "nova" e caminha para "cheia"; que novidades e humores nos trará?

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

O anel (autor desconhecido)


Um aluno chegou junto do seu Professor com um problema:
- Venho aqui, Professor, porque me sinto tão pouca coisa, que não tenho forças para fazer nada. Dizem que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?


O Professor, sem olhá-lo, disse:
- Sinto muito meu jovem, mas agora não posso ajudá-lo. Devo primeiro resolver o meu próprio problema. Talvez depois. E fazendo uma pausa falou:
- Se você me ajudar, eu posso resolver meu problema com mais rapidez e depois talvez possa ajudar você a resolver o seu.


- Claro, professor, gaguejou o jovem, mas se sentiu outra vez desvalorizado.
O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno, deu ao garoto e disse:
- Monte no cavalo e vá até o mercado. Deve vender esse anel porque tenho que pagar uma dívida.


É preciso que obtenha pelo anel o máximo possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vá e volte com a moeda o mais rápido possível. O jovem pegou o anel e partiu.
Mal chegou ao mercado começou a oferecer o anel aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel.


Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saiam sem ao menos olhar para ele, mas só um velhinho foi amável a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel.


Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas.
Depois de oferecer a jóia a todos que passavam pelo mercado e abatido pelo fracasso, montou no cavalo e voltou. O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, assim livrando a preocupação de seu professor e assim podendo receber sua ajuda e conselhos.


Entrou na casa e disse:
- Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir 2 ou 3 moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.
Importante o que me disse meu jovem, contestou sorridente. Devemos saber primeiro o valor do anel. Volte a montar no cavalo e vá até o joalheiro.


Quem melhor para saber o valor exato do anel? Diga que quer vender o anel e pergunte quanto ele te dá por ele. Mas não importa o quanto ele te ofereça, não o venda. Volte aqui com meu anel.
O jovem foi até ao joalheiro e lhe deu o anel para examinar.


O joalheiro examinou o anel com uma lupa, pesou o anel e disse:
- Diga ao seu professor que, se ele quer vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel.
- 58 MOEDAS DE OURO! Exclamou o jovem.
- Sim, replicou o joalheiro, eu sei que com tempo eu poderia oferecer cerca de 70 moedas, mas se a venda é urgente...


O jovem correu emocionado a casa do professor para contar o que correu.
- Senta, disse o professor e depois de ouvir tudo que o jovem lhe contou, disse:
- Você é como esse anel, uma jóia valiosa e única. Só pode ser avaliada por um especialista. Pensava que qualquer um podia descobrir o seu verdadeiro valor?


E dizendo isso voltou a colocar o anel no dedo.
Todos nós somos como esta jóia. Valiosos e únicos e andamos por todos os mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem.

Que bem q se está aqui.....

Foi obra!!! (as pirâmides)