sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Amor no "Verão"



Esta história é "irreal" mas, poderia pertencer a qualquer mortal.

O autor escusou-se a ser mais explícito quanto às descrições sobre os encontros amorosos porque se pretende que este blogue seja sério.

Se alguém conhecer uma história assim, não me conte.


Ele estava entre os trinta e quarenta, a sua vida seguia rotineira e sem "sabor" quando, numa manhã fria e soalheira de Janeiro, os seus olhos cruzaram-se com os dela. Fulminante! Que olhar luminoso! Dos seus olhos saiam raios de luz que iluminavam tudo à sua volta... Ele nunca tinha visto nada assim.

Quando ela saíu do carro, viu o seu porte atlético e esbelto, postura muito direita, cintura fina e longos cabelos cor de amêndoa. O "Verão" para ela já tinha começado há mais tempo, ainda assim, estava muito fresca e viva, deslumbrante!

Sentiu tanta vontade de lhe falar, conhecê-la, saber quem era e o que fazia; saber o segredo do seu olhar. Queria entender como era possível ser assim tão luminoso. Ficou maravilhado, não conseguia esquecer aquele olhar....

Esgotando todas as suas "habilidades", conseguiu contactá-la. Ela atendeu com muita surpresa e curiosidade; também ele não lhe tinha passado despercebido.

Após vários dias a trocarem correspondência, decidiram encontrar-se. Estava muito entusiasmado e assustado; afinal, pouco sabia da vida dela.

Quando se encontraram, foi mágico para ele, aquilo não estava a acontecer; era bom de mais para ser verdade... Falaram demoradamente, tentaram conhecer-se melhor, esclarecer dúvidas. Tentava saborear cada momento, sentia-se tão à vontade com aquela "Deusa" que parecia que a conhecia há séculos.

Ela era tão sensual que irradiava sexualidade pelos poros da pele e fê-lo atingir picos de desejo jamais alcançados! Estava tão excitado que doía...

Por entre palavras doces e elogios, tentou avançar ao que ela se mostrou firme; era o primeiro encontro, dizia, nada sabiam um do outro. Ele dava-lhe razão mas, não parou de insistir.

Depois de uma hora ou duas, que lhe pareceram breves instantes, ela disse-lhe: "só se for um beijo". O coração não podia acelerar mais, batia tanto que lhe apertava o peito e fazia um nó na garganta.

Dentro do carro, no meio de uma avenida iluminada por luzes suaves, ele esqueceu tudo o que os rodeava e aproximou-se da boca dela. Após breve toque de lábios, deram início a um longo beijo... Não queria acreditar; aquela mulher escultural e de olhar luminoso tinha uns lábios tão macios, uma língua aveludada e tão doce que... ele queria parar o tempo; queria ficar ali eternamente.

Colocou-lhe uma mão na face, acariciou-lhe suavemente a orelha e a nuca ao mesmo tempo que as línguas se entrelaçavam. Maravilhoso, pensava. Irreal! Divinal!

Sem dar pelo tempo passar, chegou a hora de se despedirem. -Voltarei a vê-la? Pensava. -O que pensou de mim? Continuava. -Foi um sonho? Os seus pensamentos e incertezas não tinham fim e começaram a desgastá-lo.

Tinha uma certeza: a sua vida jamais voltaria a ser a mesma.


Os dias passaram e foi-lhe enviando mensagens, textos longos e cheios de palavras doces a mostrar-lhe a sua admiração por ela. Telefonava-lhe e, umas vezes atendia e outras ignorava-o; afinal ela não estava “só”, tinha outra pessoa na sua vida.

Ele já o sabia e a ideia não lhe agradava mas, ela era maravilhosa de mais para esquecer...
Dias mais tarde conseguiu novo encontro. Novo momento de magia. Ele chegou primeiro e, quando a viu, a sua presença transformou a noite fria num lindo dia de Primavera.

Pouco falaram e deram início a suaves carícias e beijos doces, fazendo pequenos jogos com as línguas quentes e húmidas. Delicioso!!

O calor das suas bocas aqueceu-os; acariciou-lhe o corpo, por cima das roupas. Sentia o seu tronco suave mas firme, moldado pela ginástica qe fazia diariamente; afinal, ela tinha crescido na linha de Cascais e toda a vida praticou desporto.

Ao acariciá-la e beijá-la, via os seus olhos revirarem-se em êxtase e a sua respiração ficar ofegante. Estavam ao rubro! Continuou a passar-lhe as mãos pelo seu corpo, acariciando-o e massajando-o; ela já não resistia, ainda assim, não avançaram. Havia pequenas “questões” para resolver.

Sendo certo que muito se desejavam, alguma vez concretizariam os seus desejos?
Ambos tinham problemas e obstáculos para ultrapassar. Ela tinha outra pessoa; ele não conseguia ultrapassar isso. -Partilhá-la com outro, nem pensar! Dizia para consigo. Dividido entre querer tê-la e não querer partilhá-la, havia uma luta constante dentro de si. Terrível e desgastante!!

Os dias foram passando e a vontade de a ter tornou-se insuportável. Até que, num dia, pela manhã, encontraram-se num local mais “privado”. A sua ansiedade era tanta e a confusão na sua cabeça também que, não se sentia “pleno” para ela.

Ao vê-lo tenso e nervoso, ajudou-o a descontrair e, com palavras sábias e doces, foi-lhe tirando a pressão de cima. Com a ajuda dos seus beijos, guiou-o para outra “dimensão”.

Por entre “Você”, inúmeros beijos e carícias, seguiu-se o que tanto desejavam e entregaram os seus corpos a uma deliciosa sinfonia romântica. Entrelaçaram-se num bailado divino, todos suados e muito quentes e permaneceram assim por várias horas.

No meio dos beijos muito doces e olhos revirados de êxtase, ela murmurava: -“os nossos corpos combinam tão bem...!” E se combinavam!! Parecia que se conheciam desde sempre. Melhor parecia impossível mas, ainda foi melhorando nas vezes que se seguiram, à medida que se iam conhecendo melhor. Ela era como um Porsche- potência e aceleração sem limites e muito fácil de conduzir.

Ele passou a chamar-lhe “Doce” e ela, carinhosamente, tratava-o por “miúdo”. Estava perfeito de mais...

Com o relógio sempre a correr, sem saber quando, ele sentiu vontade de lhe dizer “Amo-te!” mas, ela deixou de atender os telefonemas e não respondia às mensagens.




Ficava muito irritado, muito magoado! Sem saber o que se passava do outro lado, desesperava. –"Não me quer ver?" Pensava. –"Diga-me!" Achava normal ela não o querer ver mas, porque não lho dizia?

Após muito insistir, conseguiu vê-la e falar com ela. "Não está certo, sinto-me mal!" Disse-lhe. Ele entendeu-a; a situação não era a ideal.


Mais uma vez, frente-a-frente, tal como dois íman, os seus corpos atraíram-se tanto que não resistiram... Voltaram a envolver-se naquele bailado cada vez mais divinal. Ela fazia-o ir ao "Céu"- dizia ele; ela também conheceu "estrelas" nunca por si alcançadas até à data. Maravilhoso!!!

Ele já a amava muito e também lhe ficava no seu pensamento, dividindo-a e criando-lhe confusão.

As luas foram-se sucedendo e as cenas foram-se repetindo; momentos de amor e paixão intensos contrastavam com o silêncio e indiferença dela. Sempre que deixava de atender o telefone e responder às suas mensagens cravava-lhe facas no coração; era uma dor insuportável para ele.

Perante tão intensa dor e sem ver um final feliz, decidiu afastar-se dela; não a contactar mais. Era mais fácil não a contactar e nada saber dela do que saber que estava com o outro e que não o atendia nem lhe ligava. Pensou e fê-lo, ainda que com muito custo.

Uns dias passaram e, quando já estava mais calmo, menos magoado e mais habituado à distância, ela contactou-o e, com aquela voz doce, disse-lhe: "Tenho saudades tuas!"

Grande dilema em que ficou. Encontrar-se com ela significava reabrir todas as feridas; não o fazer significava perder o "Céu"... Decisão muito difícil, tendo a certeza que a dor que viria mais tarde seria enorme mas, também a felicidade que iria sentir o seria. Esperava que essa felicidade suavizasse a dor...

Mais uma vez, repetiram o bailado dos Deuses; numa tamanha intensidade de prazer que eram catapultados para outras dimensões. Sentiam-se ligados um ao outro mais que nunca. Se ele a amava loucamente, também ela sentia algo forte por ele; nem que fosse só desejo.

Começaram a encontrar-se mais, a fazer pequenos passeios, a fazer compras juntos, a tomar refeições à luz de velas- por insistência dela- "Nós merecemos", dizia. Perfeito!! Um sonho!! Tudo o que fazia com ela era maravilhoso, nem que fosse passear o cão ou lavar o carro...

Os dias dele passaram a resumir-se a momentos maravilhosos com ela e a dias negros e dolorosos longe dela, onde nada mais fazia sentido. Ela era a sua Lua, influenciando toda a sua vida. Esperava ansiosamente pelos seus telefonemas e mensagens; quando os recebia, parecia mesmo um "miúdo" de tão contente que ficava.

Esses acontecimentos começaram a ser cada vez mais raros e ele desesperava... Não a queria importunar e achava que ela não queria sequer ouvir falar dele mas, não resistia muito tempo sem a tentar contactar. Do outro lado não havia resposta, nada! Que dor dilacerante ele sentia!!! A mesma pergunta martelava-lhe na cabeça: "por que não me diz que não me quer ver?? " Era tão fácil, pensava.

A vida dele tornou-se uma enorme confusão, andava arrasado. De tempos a tempos conseguia chegar a ela; repetiam momentos maravilhosos mas, quando ele a deixava, o seu silêncio e indiferença repetiam-se. Tantas vezes que ele falou com ela, tantas vezes lhe pediu sinceridade, que o atendesse e dissesse "Não", só para ele se "localizar", ela assinava sempre muito bem, nunca cumpria.

Com este tratamento que ele achava "total desprezo" e falta de consideração, havia momentos em que o louco amor que sentia por ela dava lugar a qualquer coisa parecida com ódio.
Ele não a queria odiar, amava-a tanto que esse sentimento era impróprio mas, era o que estava a acontecer...

Onde iria parar esta situação?



Lutava consigo para a continuar a amar e para aguentar toda a situação; fazia promessas a si próprio que não a voltaria a contactar mas, cedia sempre. Estar com ela era "apenas" a melhor coisa do mundo!! Como podia passar sem isso??

Continuou a contactá-la, repetiram-se as sensações de "dèjá vu"... Que vida! Era demasiado violento para ele; nada na sua vida o havia preparado para aquela situação. Amar loucamente uma mulher, ter que dividi-la e, como se não bastasse, aguentar a sua indiferença e desprezo... Dilacerante! Que mal tinha feito para merecer aquilo? Pensava.

Por diversas vezes teve longas conversas com ela, revelando-lhe a sua maneira de pensar, as suas incertezas, o seu sofrimento e via nela compreensão, algum sofrimento por ele, talvez pena. Certo é que quando se encontrava com a sua "Deusa" ficava mais calmo e sem dúvida, muito mais feliz. Sempre maravilhoso estarem juntos, sempre!

Era sol de pouca dura, ainda assim, começou a perceber um pouco o lado dela, percebeu que também tinha problemas- estava dividida e não achava justo o que estava a fazer. Isso fê-lo acalmar-se mais.

Foi num desses tempos de "calmaria" que ela foi de férias para a praia. Foram-se contactando e falaram "apaixonadamente". Estavam em grande harmonia... Nas conversas que tiveram ela falava das coisas que pretendia fazer com ele; ir à praia, fazer passeios a diversos locais bonitos do país; desfrutarem mais do prazer da companhia um do outro...


Após uma dessas conversas, seguiu-se mais um doloroso e estranho silêncio. Mais um rude golpe! Momentos insuportáveis se seguiram- sempre a mesma pergunta: "Porquê?" Porque voltou ela a fazer o mesmo? Não queria acreditar; ficou mais revoltado que nunca- ela já lhe tinha prometido que não o voltaria a fazer.


Lutou consigo para não a contactar mas, ao fim cinco dias não aguentou mais; tinha que saber o que se passava. Mandou mensagem mas, sem resposta. Mais uma vez! Ficou louco de raiva, muito revoltado. No dia seguinte, logo pela manhã, iniciou uma "maratona" para a contactar; só o conseguiu à tarde.


Ela atendeu com uma voz diferente do normal, pareceu-lhe mais "fria". Após breve conversa, ela disse-lhe para deixar de a contactar. Bombástico! Não estava à espera; depois de ser ele tantas vezes a dizer que não a contactava mais, era ela que o dizia pela primeira vez. A sua única reacção foi dizer: "Tem umas boas férias".


Desligou e caíu numa tristeza enorme.... pareceu-lhe que o mundo tinha acabado.




Sentia que tinha perdido para sempre a única razão da vida. Sempre tivera a certeza que aquele "romance" iria terminar um dia, até achava "natural" devido à situação mas, agora que o momento havia chegado ... era muito pior do que imaginara.

Nos dias seguintes, cuidou das feridas pensando no enorme sofrimento e desespero que ia deixar de sentir por não receber mais a "indiferença" dela; tentou desvalorizar os momentos divinos que não voltaria a ter.

As semanas foram passando e as feridas foram fechando. Mente inquieta e inquiridora, não conseguia deixar de pensar: o que tinha acontecido para ela tomar esta atitude?
Nesses dias, sempre com essa pergunta na cabeça, começou a olhar para o passado e a ver as coisas de outra forma. Concluía que tinha sido apenas um divertimento, uma "viagem" para ela.
Não a condenava por isso, afinal não a podia obrigar a sentir o mesmo que ele mas, uma coisa revoltava-o: onde estava a amizade??

Tantas vezes haviam falado dela, tantas vezes ele sentiu muito mais que isso no seu olhar e na forma como o tratava e recebia... Ela recebia-o tão bem, tão carinhosamente, com tanta intensidade... seria fingido? Não podia ser! Ninguém conseguiria fingir assim- pensava. Não ficou nenhuma amizade??

Três semanas se passaram desde o último contacto. Tinha que esclarecer aquelas dúvidas; não podia ficar na incerteza e permanecer eternamente a pensar mal dela. Não podia ficar a odiá-la sem saber porquê.

Com receio da sua reacção e sem querer desrespeitá-la, fez um contacto tímido ao que ela respondeu com um rasgado "Olá!!!!". Sem rodeios ou floreados, pediu-lhe se respondia à pergunta que tanto o atormentava- o que tinha acontecido?
A resposta não o surpreendeu- o outro havia-se decidido a viver com ela. Estava esclarecido. Mais uma vez ela tentou resolver um problema com o silêncio, mais uma vez foi a pior decisão possível.

Ele não a queria importunar mais; sugeriu-lhe que apagasse os seus contactos, ele ia fazer o mesmo. Foi então que ela lhe disse que tal não era necessário, poderiam continuar amigos e trocar correspondência. Concordou. Além do amor que lhe tinha, tinha-lhe uma enorme amizade e sentia-se bem a falar com ela. Sê feliz- disse-lhe.

Durante a troca de palavras ambos disseram que haviam sentido muitas saudades um do outro; as suas vidas jamais seriam iguais... Grande verdade! Estavam gravados na pele um do outro e, nada seria igual ao que era antes de se conhecerem. Experimentaram experiências e sensações de outro mundo, impossíveis de traduzir por palavras; nem o grande Fernando Pessoa o conseguiria descrever, acreditem.

Como iriam agora fazer? Como se iriam contactar? Que termos usariam nas suas conversas?

Mais uma vez parecia que estava tudo esclarecido entre ambos e que a amizade prevaleceria sobre qualquer "problema". Pela primeira vez acreditava no que ela lhe disse em relação aos seus sentimentos por si. Estava em paz!
Dias depois, ela convidou-o a encontrar-se com ela: "Queres encontrar-te com a tua amiga?" Claro que queria. Já tinha feito um mês que não a via; queria falar com ela mais calmamente e aceitou. Ia como amigo, sem qualquer ideia noutro sentido. Estava decidido a respeitar a decisão dela.

Quando a viu, foi recebido com "aquele" olhar- que saudades !! Pensou sem tecer qualquer comentário. Além do brilho habitual, notou outra coisa nos seus olhos. Pareceu-lhe já ter visto aquele olhar em momentos mais "intensos"... Estava linda !!

Sentaram-se e ficaram frente-a-frente a falar, como amigos, esclareceram o que havia para esclarecer e a saudade começou a falar mais alto, sentia-se no ar qualquer "coisa" já conhecida de ambos, ainda assim, ele manteve-se "frio", respeitador.

Sem avisar, atirou-se para cima dele e envolveu-o num doce e demorado beijo- "Não te resisto"- disse-lhe ao ouvido. Estavam os dois com tantas saudades...

O que se seguiu foi mais uma vez o "tal" bailado; mais intenso ainda! Ele sentia-a mais próxima de si do que nunca. Ela murmurava-lhe: "Como vou passar sem isto?" e continuaram por longo tempo. Completamente exaustos, adormeceram nos braços um do outro.
Como continuariam as suas vidas?

Fim!
(O autor não tem imaginação para continuar esta história; que a continue o leitor...)


quinta-feira, 4 de setembro de 2008

O anel (autor desconhecido)


Um aluno chegou junto do seu Professor com um problema:
- Venho aqui, Professor, porque me sinto tão pouca coisa, que não tenho forças para fazer nada. Dizem que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?


O Professor, sem olhá-lo, disse:
- Sinto muito meu jovem, mas agora não posso ajudá-lo. Devo primeiro resolver o meu próprio problema. Talvez depois. E fazendo uma pausa falou:
- Se você me ajudar, eu posso resolver meu problema com mais rapidez e depois talvez possa ajudar você a resolver o seu.


- Claro, professor, gaguejou o jovem, mas se sentiu outra vez desvalorizado.
O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno, deu ao garoto e disse:
- Monte no cavalo e vá até o mercado. Deve vender esse anel porque tenho que pagar uma dívida.


É preciso que obtenha pelo anel o máximo possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vá e volte com a moeda o mais rápido possível. O jovem pegou o anel e partiu.
Mal chegou ao mercado começou a oferecer o anel aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel.


Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saiam sem ao menos olhar para ele, mas só um velhinho foi amável a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel.


Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas.
Depois de oferecer a jóia a todos que passavam pelo mercado e abatido pelo fracasso, montou no cavalo e voltou. O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, assim livrando a preocupação de seu professor e assim podendo receber sua ajuda e conselhos.


Entrou na casa e disse:
- Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir 2 ou 3 moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.
Importante o que me disse meu jovem, contestou sorridente. Devemos saber primeiro o valor do anel. Volte a montar no cavalo e vá até o joalheiro.


Quem melhor para saber o valor exato do anel? Diga que quer vender o anel e pergunte quanto ele te dá por ele. Mas não importa o quanto ele te ofereça, não o venda. Volte aqui com meu anel.
O jovem foi até ao joalheiro e lhe deu o anel para examinar.


O joalheiro examinou o anel com uma lupa, pesou o anel e disse:
- Diga ao seu professor que, se ele quer vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel.
- 58 MOEDAS DE OURO! Exclamou o jovem.
- Sim, replicou o joalheiro, eu sei que com tempo eu poderia oferecer cerca de 70 moedas, mas se a venda é urgente...


O jovem correu emocionado a casa do professor para contar o que correu.
- Senta, disse o professor e depois de ouvir tudo que o jovem lhe contou, disse:
- Você é como esse anel, uma jóia valiosa e única. Só pode ser avaliada por um especialista. Pensava que qualquer um podia descobrir o seu verdadeiro valor?


E dizendo isso voltou a colocar o anel no dedo.
Todos nós somos como esta jóia. Valiosos e únicos e andamos por todos os mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Puro Prazer!

Nesta vida, muitos são os prazeres possíveis; muitos mais do que alguém consegue alcançar, por muito "rica" que seja a sua vida.

Há prazeres de vários tipos; podem ser o simples contemplar uma "coisa" bela, ouvir uma música, estar com alguém que nos agrade, satisfazer uma necessidade fisiológica, praticar desporto, dançar, comer, etc.... São incontáveis!

Não desvalorizando todos os "prazeres" que conheço nem aqueles que ainda não "experimentei", há um que me é muito especial e "querido"; um que me enche, preenche, revigora, vicia... Considero-o tão grande e forte que não o consigo descrever por palavras; não estou a exagerar.
Imaginar a vida futura sem determinados "prazeres", é duro; imaginá-la sem este....... é catastrófico, é o fim!
Motos! Andar de modo é das melhores sensações que já experimentei! Não é comparável com outras, nomeadamente o orgasmo mas, posso garantir, é muito mais duradora. A presença da moto, "per si", já é um enorme prazer; vê-la, admirá-la, tocar-lhe, é maravilhoso.
Quando subimos no seu "dorso" e colocamos o motor a trabalhar, é sempre música para os ouvidos, é sempre alimento para a alma. Por muitas vezes que se faça é sempre mágico!

Podemos desfrutar deste prazer de diversas formas, consoante o tipo de moto.

Uma moto "calma", tipo "Chopper", com a sua posição de condução direita, permite rodar a baixas velocidades e apreciar a paisagem. O capacete aberto e os imprescindíveis óculos, deixam a brisa acariciar-nos a cara...... delicioso!! Em cima dela sentimo-nos livres, libertamo-nos do stress esquecemos do preço da gasolina. O que pode ser mais relaxante que, numa amena manhã de Primavera, dar um passeio pelas paisagens de Sintra ou pela marginal de Cascais?


Para os dias que nos sentimos com mais energia, podemos conduzir uma moto "racing". Brutal! Aqui ficamos muito longe daquela sensação calma e relaxante da "Chopper"; aqui a adrenalina invade-nos todas as células... Maravilhoso!!

Com motores de elevada potência e rotação, acelerar é viciante. O som dos motores "aquece-nos" e acelera o ritmo cardíaco. Sentir nos pulsos toda a sua potência é sentirmo-nos pequenos ao pé delas.

Estas motos exigem de nós toda a concentração, ainda assim, não as achamos "egoístas"; é maravilhoso fazer parte daquele conjunto homem - máquina.

Parar num semáforo e, quando cai o verde, acelerar generosamente significa ouvir chiar o pneu de trás, lutar com a roda da frente que teima em levantar e sentir uma enorme "mão" que nos puxa para trás; é fazer em poucos segundos o percurso que os "enlatados" fazem em minutos. Significa atingir rapidamente velocidades vertiginosas que, se tudo correr bem, terminam numa travagem violenta, em que a "mão" puxa-nos para a frente; em que os nossos pulsos teimam em ceder... Perigosamente delicioso!

Com tanta potência debaixo de nós, não resistimos a uma boa estrada ou AE; escondemo-nos por detrás da diminuta "carenagem" e fundimo-nos com a máquina num só corpo.

Desligamo-nos da paisagem circundante e vemos a estrada correr debaixo de nós; vemo-la "afunilada" e a terminar num ponto imperceptível. O som do escape desaparece e passamos a ouvir uma "zoada" criada pelo vento que insiste em empurrar-nos para trás...

Melhor só quando surge uma curva larga, que permite manter a velocidade elevada e inclinarmo-nos tanto que o asfalto toca no pousa-pés e quase nos toca no joelho... a adrenalina flui a litros. Nada mais existe. A concentração é total.

Ainda que por breves segundos, ir naquela posição de "queda" e de ausência de peso é... maravilhoso! Ao endireitarmos a moto no fim da curva e "ver" que não caímos, somos invadidos por uma enorme sensação de alegria e seguimos para a próxima curva... (Queria fazer aqui um parentesis: há curvas e situações durante a condução que nos fazem prender a respiração- só a retomamos depois de... passarem.)

Andar de moto e de carro a altas velocidades não tem nada a ver. Por muito rápido e potente que seja o carro, nunca proporcionará as mesmas sensações que a moto. Nesta, há uma maior interacção com a máquina, com os elementos da natureza e temos mais consciência da nossa fragilidade. Uma moto "fraca" proporcionará mais "adrenalina" que um carro muito potente. Garanto!

Deixando as "Choppers" e as "Racings", há ainda outro "mundo" muito interessante- as todo-o-terreno. Com velocidades muito mais reduzidas e nada "relaxantes", estas motos também "dão" muita adrenalina a quem as "monta". Aqui a palavra montar faz muito sentido pois, estas motos são muito "irrequietas", fazendo lembrar um mustang selvagem.

As primeiras mencionadas permitem um condutor "cansado", estas exigem um condutor em muito bom estado físico. As características das motos são diferentes e também o é o "solo" que pisam. Aqui "roda-se" em terra, mais dura ou mais arenosa, com mais ou menos buracos, com pó ou com lama.

É maravilhoso! Ouvir um motor dois tempos a "gritar", a roda de trás a atirar terra e pedras a metros de distância e a roda da frente a levantar a cada passagem de caixa... violento mas viciante.

Aqui, nestas motos, as suas reacções são múltiplas e simultâneas, quase sempre inesperadas. Exigem muita técnica e perícia!! Muitas são as vezes que nos derrubam!!

O mundo das motos é maravilhoso mas, muitas vezes incompreendido e "perseguido". É perigoso- onde não há perigo? Alguns "motards" são "intratáveis"- onde não existem pessoas assim? Enfim...

Uma coisa posso afirmar: muitos acidentes evitavam-se não diminuindo a velocidade das motos mas, aumentando a atenção e civismo dos condutores de automóveis. Sobre este assunto, encheria vários posts com exemplos...


Boas "curvas"!




sábado, 30 de agosto de 2008

Deve ser triste...


Deve ser muito triste uma mulher chegar aos 40 ou 50 anos, com uma carreira de muito sucesso, dinheiro para comprar e fazer o que quiser, estar no seu auge sexual, com um corpo bem cuidado e de fazer inveja às modernas raparigas de 20 anos e ver-se sozinha.

Livrou-se do homem que a mal-tratava, do seu cheiro a chulé, do hálito a cerveja; livrou-se das mentiras, do vício do jogo, da caça, da pesca ou de outra coisa qualquer mas....

Tenta compensar com livros, com passeios, viagens, jantares de amigas... continua a sentir-se só. Vazia. Falta-lhe qualquer coisa.

Estará encharcada em Prozac ou noutros do seu género, para combater a depressão que a atacou. Ainda assim, quer dar uma imagem de “forte”, quer mostrar que não precisa de homem; que está bem. Não está!

Umas, para “preencher” o vazio, entregam-se à promiscuidade, aos “encontros” diários com os “Adonis” que conhecem em bares, discotecas, nas salas de “chat”... na esperança de encontrar o “certo”. Outras ficam tão “amargas” que nem podem ouvir falar de homens, nem sentir o seu cheiro ou toque.

Têm coisas em comum, estas mulheres. Encontram a “cama” vazia. Nas “noites frias de Inverno” não têm quem lhes “aqueça os pés”; de manhã, não têm quem lhes dê opinião sobre que roupa vestir ou que brincos usar... Não têm quem lhes dê um beijo, uma palmada na “zona glútea”, um “Bom Dia”.

Compram roupas e sapatos novos e não têm a quem os mostrar; não podem mostrar à “amiga”- ela ficaria com inveja e iria comprar igual...

Quando saiem à rua, olham as outras, mais “feias” que elas, acompanhadas, de mão dadas, a fazerem passeios à beira mar, do rio, ou apenas sentadas numa esplanada, a partilhar um gelado com o “namorado”.

Têm inveja; sentem-se revoltadas. Perguntam a si mesmas que mal fizeram para merecer tal sorte...

Deve ser triste...

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

O estado da Nação



É o tema do dia (dos dias); não há blogue, jornal ou TV que não fale sobre o assunto. Todos os dias ocorrem assaltos, tiros, homicídios e outros fenómenos do género- apelidados de “criminalidade violenta”. O país está à beira de um ataque de nervos.
Já tanto se falou que poderei cair na repetição, ainda assim, não posso deixar de passar para o “papel”, melhor dizendo, para o meu blogue, algumas considerações minhas sobre o assunto.

Erros sucessivos! A situação actual resulta de vários erros, praticados por diversas pessoas/entidades.
A meu ver, o primeiro grande golpe foi desferido no início dos anos 90 (do séc. XX) pela SIC (estação de TV) no seu malogrado programa “Casos de Polícia”, apresentado pelo meu homónimo.

Rude golpe para as forças de segurança! Foram enxovalhadas, tratadas como “os verdadeiros” criminosos. Nas reportagens exibidas era frequente ver os traficantes, ladrões e outros energúmenos de índole duvidosa a queixar-se dos maus tratos sofridos, alegadamente, às mãos das Polícias.

Vergonhoso!!! Não a actuação das Polícias, as reportagens em si. Pretendeu esta estação dar a voz às “vítimas” de abusos policiais, contudo, deu a voz a pessoas que eram criminosas.

Sem o saber e a receber informação errada, a opinião pública “insurgiu-se” contra as polícias; mais grave, a classe política tremeu. Tremeu tanto que, uns tempos depois, cada notícia que saía sobre alegados abusos policiais, aparecia o Ministro Alberto Costa a dizer que “os elementos serão punidos”.

Foi o início do “enfraquecimento” das Polícias. Ao ver o rumo das coisas, comentei várias vezes que, ao fim de dez anos, o país seria um Brasil em ponto pequeno. Infelizmente não errei muito.
Depois seguiram-se alterações à lei e a procedimentos que ditaram defenitivamente o futuro.
Várias políticas erradas se seguiram mas, a alteração mais recente ao CPP (Código de Processo Penal) desferiu o golpe fatal. A prova está à vista.

Eu gostaria de perguntar onde andam agora os “Louçãs”, onde estão os “Fernando Ka´s” e outros defensores de minorias que tanta propaganda fizeram contra as Polícias e tanto defenderam os “coitadinhos” dos “excluidos” da sociedade.
Deixo a seguir cópia de um comentário que deixei noutro blogue:

Este assunto é muito complexo e dá "pano para mangas".Não sou psicólogo ou sociólogo ainda assim interepreto os acontecimentos dos últimos anos da seguinte forma: factores sociais (dinheiro); políticas erradas e total sentimento de impunidade por parte dos prevaricadores, entenda-se- CRIMINOSOS.
Muitas actuações vistas hoje em Portugal são copiadas de outros países- EUA, Brasil, etc.. onde estes fenómenos já têm décadas.O ideia que gostaria de deixar neste comentário é a seguinte: Não temos que pagar qualquer preço pela nossa liberdade! (como por vezes se afirma) Ela é um direito nosso!É preciso ter coragem e dizer - BASTA! ao crime que vemos todos os dias.
No país do eterno dez milhões de habitantes, não se pode aceitar que a maioria esteja refém de uma minoria de alguns milhares; nem que sejam um milhão ou dois- ainda estão em minoria.Para viver em sociedade é fundamental seguir determinadas regras e condutas, de forma a não colidir com a liberdade dos outros. Ponto.Quem, dolosamente, decide enveredar por outros caminhos e atropelar a liberdade e vida alheias, tem que ser "parado".
Se as leis escritas e condutas morais não são respeitadas de livre vontade, que o sejam pela força. Essas pessoas não podem continuar a gozar dos direitos e liberdades da nossa sociedade.É preciso ter coragem para enfrentar este problema nacional! Portugal não pode querer equiparar-se aos números de presos e afins em relação aos países do resto da Europa do Norte porque as realidades são diferentes. Lá as pessoas (quase todas) são civilizadas e cumpridoras.
Veja-se que há países que colocam nas ruas cartazes de cartão com a foto de um polícia- e ninguém os destrói!!! Se a nossa realidade é bastante diferente, temos que ter procedimentos diferentes. Se for preciso prender centenas de pessoas, temos que o fazer. Se isto significa um elevado custo para o erário público, criem-se formas destas pessoas pagarem as despesas que causam.Não pode ser o justo e honesto a sair lesado por causa dos crimes praticados por outros.
Os criminosos só o conseguem ser porque os outros respeitam as regras. Se ninguém as respeitasse, o criminoso matava e logo a seguir seria morto; roubava e logo a seguir alguém o roubava a ele. etc...Pode ser impopular mas tem que ser dito. É muito triste ver pessoas a defenderem os criminosos e tratá-los de coitadinhos. Para mim, além de triste é inadmissível.
Em Portugal as pessoas não têm razões para enveredar pelo crime. Só o fazem porque querem. Há pessoas que passam fome e ainda assim não se tornam criminosas. etc.............”

- Prometo voltar a este assunto para dizer mais umas verdades!

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Para descontrair


# Um homem é como um soalho flutuante: se for bem montado pode ser pisado mais de trinta anos.

# As calorias são pequenos animais que moram nos roupeiros e que durante a noite apertam a roupa das pessoas.

# Os problemas do nosso país são essencialmente agrícolas: excesso de nabos, falta de tomates e muito grelo abandonado.

# O trabalho fascina-me tanto que às vezes, fico parado a olhar para ele.

# Se fores chata, as tuas amigas perdoam; se fores agressiva, as tuas amigas perdoam, se fores egoísta, as tuas amigas perdoam; agora experimenta ser magra e linda! Tás lixada!

# As hierarquias são são como as prateleiras, quanto mais altas mais inúteis.


# Não procures o Príncipe encantado. Procura o lobo mau: ouve-te melhor; vê-te melhor e ainda te come.


# O cérebro é um órgão maravilhoso. Começa a trabalhar logo que acordamos e só pára quando chegamos ao serviço.


# Os trabalhadores mais incapazes são sistematicamente promovidos para o lugar onde possam causar menos danos: para a chefia.


# A mulher do amigo é como a bota da tropa; também marcha!


# A infidelidade e a devolução de um cheque resultam ambos da mesma situação: falta de cobertura.


# Chocolate não engorda, quem engorda é você.

(...)

(in "expressodooriente")

domingo, 24 de agosto de 2008

A Curiosidade


A curiosidade é, certamente, uma coisa inata. É ela que nos impele a avançar, a descobrir o desconhecido. É um motor para a evolução e progresso.

Na minha opinião, a curiosidade está intimamente ligada à imaginação. Quando não conhecemos uma coisa, lugar ou pessoa, criamos uma imagem na nossa mente. Muitas vezes romanceada e falsa; imaginamos aquilo que gostaríamos que fosse.

A nossa necessidade e experiência pessoal dão-nos a “matéria prima” para criar a “imagem” e assim, ainda que por momentos, satisfazer a curiosidade.

Quem nunca teve curiosidade sobre um lugar ou pessoa??

Quando conhece a realidade... "puf"..... deixa de ter interesse.

E quem nunca ficou desapontado ao conhecer a realidade??

Assim, a curiosidade e a imaginação dão lugar à desilusão. Afinal não era como tínhamos imaginado... Ficamos desapontados e sentimo-nos “traídos”.

A curiosidade pode ser dolorosa....

Quantas vezes não teria sido melhor não conhecermos a realidade??

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

A Fama

A Fama é um patamar muito elevado que só algumas pessoas alcaçam mas, muito desejada pela maioria dos mortais. Todos querem o seu minuto de Fama.

Conseguida por mérito ou apenas por “sorte”, altera completamente a vida da pessoa; esta torna-se “objecto” de veneração, passando a ser adorada e idolatrada.

A Fama não altera só a forma como as pessoas encaram aquela pessoa; altera também a forma como a pessoa se vê a si. Muitas vezes, passar-se do anonimato para o “estrelato”, sobe à cabeça e a pessoa torna-se “intragável”... A “Estrela” acha-se a melhor do mundo e com todos os direitos adquiridos- pode fazer e dizer o que entende- “Não sabe quem eu sou???”

Depois de alcançada a Fama, basta à “Estrela” existir, já nem precisa de fazer grandes feitos pois, os “fãs”, aplaudirão qualquer coisa que dali saia- até um palavrão. Abre a boca, dá um arroto, diz uma asneira e cai uma chuva de aplausos - “Muito bem!”; “Parabéns”; “Continua”.....

Na nossa sociedade, quase sempre, são os media que catapultam a pessoa para o “estrelato”; qualquer um que apareça na TV a fazer uma novela ou a dizer umas graçolas fica famoso. E digo, poucas dessas pessoas merecem a fama, ou melhor, poucos merecem ser “adorados” e idolatrados. Nada têm de especial! Nem cultura, nem valores!! Como tal, não deviam servir de exemplo a seguir.

Mas é assim, talvez devido à falta de valores na sociedade ou devido a valores errados, as pessoas veneram pessoas como elas próprias ou com menos capacidades/qualidades até. Aparecer numa revista ou na TV não faz a pessoa ser “GRANDE”!!!

Não entendo e nunca entendi por que razão as pessoas abdicam do seu EU e passam a vestir, falar, etc. como outra pessoa qualquer. Vestem roupas iguais às dos “idolos”, penteados iguais; compram tudo o que está relacionado com esse (s) “idolo(s)”...

Entristece-me muito ver que os “idolos” mais comuns sejam actores, cantores e afins- geralmente bêbados, drogados, gays e com personalidades doentias.
Rara é a pessoa que venera um grande cientista; professor; médico...padeiro, agricultor...etc... E no fundo, são estas pessoas que nos fazem ter condições para viver.

Revolta-me ver um energúmeno qualquer dizer uma barbaridade e toda a gente o aplaudir.... Onde estão os nossos valores, o nosso amor próprio?????

Revolta-me que as pessoas andem de volta de outras a dizer “muito bem” a tudo o que estas fazem, num puro acto de submissão. Há actos, gestos, que qualquer pessoa normal consegue fazer, como tal, não deveriam ser motivo de “adoração”.

Num post que fiz em Julho, sobre uma frase de Goethe, teci algumas considerações que poderão complementar este raciocínio.

Cada um de nós deve valorizar-se e não subjugar-se a qualquer “coisa”.

"CARPE DIEM"

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Fidelidade e Ciúme

Nos dias que correm, a fidelidade conjugal é uma coisa cada vez mais rara na nossa sociedade; quase que nem faz sentido falar nela.

Hoje acordei a pensar neste assunto e na sua relação com o ciúme.

Muitas pessoas que não são fiéis ao cônjuge não toleram o mesmo comportamento da parte deste. Porquê? Ciúme. Sentimento de posse.

Após esta introdução surgem várias perguntas: Onde nasce ou começa esse nosso ciúme e sentimento de posse? Será inato? Aprende-se no seio da família/sociedade?

Eu não tenho resposta para estas perguntas. É uma coisa que sei que existe mas, não sei porquê.

Tenho a certeza porém, que não é um “fenómeno” global; há culturas que não têm este comportamento.

Os antigos esquimós tinham como prática oferecer a mulher ao visitante e, seria uma grande ofensa se este a rejeitasse.

Vi numa reportagem que, numa tribo que já não consigo localizar, uma mulher tinha vários homens. Um deles, ao ser entrevistado, disse que se sentia muito agradecido e feliz por poder partilhar aquela mulher. Tendo vários homens, seria mais fácil arranjar alimento para criar os filhos.

Afinal, talvez o sentimento de posse e o ciúme sejam uma “coisa” cultural que se adquire, logo, não é inata.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

A vista da minha janela

Tanto se escreveu sobre este tema mas, o mundo tem tantas janelas e todas elas diferentes e também com diferentes vistas.

A minha janela.

Da minha janela, de um lado, consigo ver o rio azul-esverdeado ao fundo, com os seus barcos a navegar e as alvas gaivotas que os acompanham sulcam os céus, ao sabor da brisa, ora silenciosas, ora terrivelmente ruidosas.

No rio calmo, navegam grandes Cruzeiros, navios de mercadorias, dragas, iates de recreio com as velas desfraldadas, pequenos botes. Grande azáfama por trabalho ou lazer.

Vejo o céu azul claro, salpicado de pequenas nuvens quase transparentes, a ser tocado pelos imponentes pilares da Ponte. Os carros cruzam-na em ambas as direcções, criando um tracejado multicolor.

Do outro lado da janela, por detrás da Ponte, vejo uma mata densa e verde, no meio, alcanço as brancas cúpulas de uma Igreja ou Mosteiro, construido em tempos já idos.

Mais perto de mim, vejo um corropio de carros e pessoas que se deslocam apressadamente no emaranhado de ruas. Vão para o trabalho, voltam dele ou estão em lazer e apenas se deslocam para qualquer local.

De tempos a tempos, passa o eléctrico, tingido de amarelo canário e com o seu som característico mas suave, apinhado de turistas ávidos por conhecer a cidade.

Da minha janela, também ouço muitas coisas: o ruído da gaivotas, o chiar dos pneus no asfalto, as buzinas impacientes ou aflitas, o grito dos travões a ar dos veículos mais pesados, o som violento do combóio sobre os negros carris, as vozes das pessoas que passam... Tudo junto cria uma melodia, cansativa para quem não está habituado mas mais tolerável com o passar do tempo.

Da minha janela consigo cheirar o ar. Na maré cheia, sinto o agradável cheiro do mar, na maré baixa, um cheiro nauseabundo invade-me o nariz.

Da minha janela, vejo muito movimento, muita cor, muita vida.

Que bela que é a minha janela!

Recordação

"Vale mais uma boa recordação do que mau momento no presente!"

Um dia escrevi este “pensamento” e ficou esquecido numa página. Hoje encontrei-o e ainda concordo mais com ele.

Vale muito mais uma recordação de um momento maravilhoso no nosso passado, alojado algures no nosso cérebro, do que um momento mau ou menos bom a ser vivido no presente.

A recordação não é palpável mas, o nosso cérebro e imaginação conseguem levar-nos lá e reviver aquele momento; quase que conseguimos voltar a sentir aquelas sensações, imagens ou aromas que tanto adorámos e que nos marcaram.

O momento presente, palpável, real e não imaginário, pode não nos dar tanto prazer e alegria. Poderá ter havido uma mudança radical na nossa vida, uma qualquer alteração e aquilo, local, coisa ou pessoa que “tivemos” poderá já não estar igual ou já não existir. Resta-nos recordar.

Não podemos viver só de recordações mas, à falta de melhores momentos no presente, são elas que podem dar-nos alegria e ânimo.

Que bom que é podermos recordar.....

Que bom que é termos coisas boas para recordar.....

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

O "Acaso"

A palavra é pequena e o seu sentido também não parece significativo MAS (e há sempre um mas), por “acaso”, acontecem muitas coisas! Já pensaram nisso?

Eu arrisco-me a afirmar que é por “acaso” que somos o que somos; que a terra é como é, etc... Aconteceu por “acaso”!

Como já falei no post “A origem do Mundo e da Vida”, muitas coisas acontecem por “acaso” e é dele que resultam muitas criações.

A formação da terra ocorreu por “acaso”; toda a vida neste planeta também foi resultado de vários acasos interligados; muitas coisas usadas pelo homem foram descobertas por “acaso"; nós próprios estamos no mundo por “acaso”. Verdade! Foi num momento de “acaso” que os nossos pais se encontraram. Talvez se tivessem passado um minuto antes ou depois não se tinham conhecido.

O “acaso” “reina” e muitas vezes determina o presente e o futuro, chega a alterar completamente o curso da vida, da história, do planeta!

Há muitos anos atrás, um lavrador pobre, por “acaso”, ouviu uma pessoa aflita; deslocou-se ao local e salvou uma criança que se afogava atolada num pântano. O pai dessa criança, um nobre muito rico, pretendeu pagar ao pobre lavrador por ter salvo o seu filho.

O lavrador não aceitou dinheiro; o nobre pediu-lhe então que o deixasse proporcionar a mesma educação que proporcionaria ao próprio filho. O lavrador aceitou. O filho do lavrador descobriu a penicilina- chamava-se Alexander Fleming; o filho do nobre, anos mais tarde, teve pneumonia, foi salvo pela penicilina- este senhor chamava-se Sir Winston Churchil.

Podia dar centenas de exemplos de acasos que alteraram o rumo da vida/história mas, achei este muito bom.


A nossa vida gira toda à volta de acasos, ainda que muitos deles sejam resultado de acções que fazemos.

Foi por "acaso" que tive a ideia de escrever este post.

Afinal o “acaso” tem muita força! Ou não?

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Frase para desenvolver- enviada por I. Silva


"Em momentos de crise só a imaginação é mais importante do que o conhecimento."
Albert Einstein

domingo, 10 de agosto de 2008

A Força do Sorriso (escrito por Marcia)


Sorria: Apesar da tristeza por causa de algum momento grave de sofrimento, sua angústia, inaceitável do medo, Sorria sempre.
Seu sorriso apesar de tudo, pode não melhorar completamente seu coração partido, sua doença, sua constante depressão.....mas te digo: graciosas pessoas pertinho de você sempre vão fazer bem, aliviar pesos extras, fazer você se sentir melhor, talvez até te fazendo esquecer por algumas horas do que te faz tão mal......do que te amedronta tanto!

Sorria: Na pior hora até, a hora da perda fatal, não deixe se dominar pela falta de algum sol dentro de sua real grandeza íntima. Não deixe que o egoísmo de um sentimento fraco e destruidor te ponha pra baixo. Você é mais forte do que parece. Do que sabe.

Melhor ainda: sorrindo, pode ser que o anjo que partiu primeiro, de onde estiver dando as últimas sondagens (antes de deixar para sempre essa dimensão), compreenda feliz e orgulhoso, que você é especial, pois nem a morte venceu o seu cândido sorriso de harmonia.

Sorria: Quando o amor de sua vida disser adeus, por um motivo ou outro, até aquele amor que é para sempre, um dia acaba! Qualquer desculpa que ele porventura possa ter para um dia te deixar, mas o seu sorriso é luz, o seu sorriso cheio de candura e confiança na humanidade, no amor, na grandeza de cada recomeçar, de cada aprimoramento ou novo momento de refazer percursos de lutas, de buscas e de razões para ser feliz que é isso que valem os canteiros de sonhos e uma enorme ilha de fantasia.

Sorria: Porque, afinal de contas, sorrir faz bem para a pele para a alma, para o coração (o sangue corre limpo com a consciência-luz do sorriso) e, você sabia, até a velhice é retardada com maravilhosos sorrisos? Você já reparou que ficam mais velhas, rapidamente, dolorosamente até, as pessoas ranzinzas, azedas, complicadas, que reclamam de tudo?

Sorria: Porque sorriso atrai luz, paz, fermenta bons fluídos, e coloca você em estado de graça. E depois, muito cuidado, amarguras atraem doenças terminais, dão dores irreversíveis no espírito, e aquela boba depressão pode bem ser revertida se você sair pela rua cumprimentando os outros, distribuindo afetos, fazendo um novo trabalho manual, terminando um curso, participando de comunidades solidárias, teimando por causas humanistas, sendo voluntária em crises sociais, abraçando pessoas e sorrindo pra refrigerar a alma do próximo com virtude e alegria.

Sorria o seu sagrado e magnífico sorriso!!!!!!!

sábado, 9 de agosto de 2008

FELIZES SÃO OS TOLOS!



Um destes dias recebi um e-mail com a foto de uma rapariga dolorosamente feia.

O que mais me impressionou não foi a sua falta de beleza, foi o seu sorriso. Um sorriso tão grande, tão feliz e tão puro.... Muito mais puro do que o de uma criança, pois esta aprende desde cedo as maldades da vida.

Aquela rapariga, visivelmente privada das suas faculdades mentais, não tem consciência do bem e do mal; do feio e do bonito. Não está agrilhoada a ideias e conceitos impostos pela sociedade e limita-se a expressar aquele “impulso” do seu corpo- RIR.

Quem, de “nós”, consegue hoje em dia rir ou sorrir com tanta intensidade e felicidade?

Vivemos cheios de pressa e problemas na cabeça- uns que nos aparecem do nada, outros que nós próprios criamos; corremos freneticamente na rotina diária, sem tempo para contemplar as coisas mais simples da vida. Perdemos o sorriso, a alegria.

Talvez devessemos aprender alguma coisa com os “tolos” e desprendermo-nos dos nossos grilhões.

Quem está mal na vida, ela ou nós (os ditos normais)?

Quem é mais feliz, nós ou os “tolos”?

FRONTALIDADE OU “POLITICAMENTE CORRECTO” ?


Quem não percebeu já que as pessoas com quem fala não estão interessadas no que está a dizer mas continuam a abanar a cabeça parecendo estar muito interessadas?

Quem não ouviu palavras de aprovação para algo que disse, fez, etc e percebeu pela caras das pessoas que não é essa a sua ideia? Etc...

Vivemos num mundo de aparência, de superficialidade, onde reina o “politicamente correcto”.
Ensinam-nos desde tenra idade a portarmo-nos bem, a não dizer que a pessoa é feia- quando ela é verdadeiramente horrível- a não contrariar os mais velhos, etc... Em suma, ensinam-nos a não expressar a nossa verdadeira opinião, fazendo de nós pessoas “correctas” perante a sociedade mas, falsas e fingidas.

Não há dúvidas que é “o politicamente correcto” que reina nas sociedades ditas civilizadas, sendo a maneira mais fácil de viver na sociedade e aquela que nos traz menos dissabores.

Não é de bom grado dizer que a comida está salgada (ou outra coisa qualquer) na casa da pessoa que nos convidou para o repasto; não é bem visto expressarmos uma opinião diferente do nosso anfitrião; não parece bem dizer que uma senhora está muito gorda ou que está tão mal vestida que parece uma "perua". É um erro crasso discordarmos do nosso chefe!!!

Enfim... E por aí adiante.

O “politicamente correcto” pode ser a maneira mais fácil de viver em sociedade mas, será certamente a que mais revolta as pessoas que ainda têm ideias definidas e vontade própria. Esta forma de viver/agir é usada por pessoas com pouca coragem ou com enorme vontade de ascender na carreira e/ou sociedade.

É preciso muita coragem para agir de maneira diferente; é preciso muita coragem para ser FRONTAL. A frontalidade devia ser a maneira correcta de agir mas, paga-se cara, por vezes! As pessoas não estão dispostas a pagar esse preço.

Não é sábio enfrentar e afrontar as pessoas com opiniões diferentes das delas; não é sábio mostrarmos que estão estupidamente erradas ou que não percebem nada do que estão a dizer... Não é sábio ser frontal!

Então, se não é sábio e se não é “politicamente correcto”, por quê fazê-lo?

Para nos sentirmos verdadeiros e bem connosco! Dizer à pessoa que ela está errada ou que veste mal, pode provocar dissabores e inimizades mas, há sempre a possibilidade dessa pessoa cair na razão, ver que estava errada e corrigir-se.

Se todos fossemos frontais e verdadeiros, haveria menos gente enganada com ela própria...




terça-feira, 5 de agosto de 2008

A Origem do Mundo e da Vida na Terra




Pediram-me para escrever este tema.

São agora 04H50 da manhã e estou a trabalhar desde as 19H30 de ontem, ainda assim, vou tentar riscar algumas palavras.


É um tema complexo e, como eu não o presenciei, nem ninguém que eu conheça, é-me bastante difícil falar sobre ele.

Muitos têm sido os estudiosos e cientistas a analisar, debater e investigar este assunto e, como eu não tive ainda oportunidade de fazer a minha investigação, falarei de acordo com a minha opinião formada, baseando-me no que tenho “captado” ao longo dos anos.

Sem fazer pesquisa e falando um pouco de cor...... acredito no seguinte:

O mundo/universo teve origem no Big-Bang; acho possível e não tenho nenhuma outra teoria melhor. A origem do planeta Terra resultou desse "acontecimento".

Os gases existentes foram arrefecendo e misturando-se entre si, originando novos compostos. Dessas misturas resultou, entre outras coisas, a água no estado líquido- elemento fundamental para a formação vida como hoje a conhecemos.

Inicialmente, talvez devido a descargas eléctricas dos relâmpagos e outras radiações, formaram-se organismos vivos (células/bactérias), possivelmente unicelulares e auto-tróficos, muito resistentes às altas temperaturas e aos gases tóxicos (talvez). Com o gradual arrefecimento da terra, melhores condições surgem para o desenvolvimento desses seres que, foram evoluindo conforme os habitats onde se encontravam. (Há quem defenda que essas “células vivas” chegaram cá através de meteoritos.) Dos seres unicelulares evoluiu-se para os multi-celulares.

Sem colocar nenhum Deus a criar a Terra e o Universo, acredito que terá sido esta a origem da Terra e da vida. Terão sido os diversos habitats a fazer evoluir as diferentes espécies, possivelmente todas derivadas das mesmas bactérias iniciais.

Das iniciais formas de vida, possivelmente todas aquáticas, evoluiu-se para seres mais complexos. Alguns evoluíram dentro de água e outros saíram dela, por opção, necessidade ou acaso. Surgiram os artrópodes (insectos primitivos); espécies de peixes primitivos e as primeiras espécies de plantas terrestres, seguido de espécies de seres anfíbios.

Será a partir daí que se terão começado a formar os répteis. Muito mais tarde, certamente devido a condições favoráveis, formaram-se as diferentes espécies de dinossauros- carnívoros, vegetarianos, omnívoros. Algumas espécies atingiram proporções incríveis, sendo os maiores animais de todos os tempos ao cimo da Terra.

Há quem defenda que um meteorito ou vulcões extinguiram os dinossauros, resultado das nuvens de poeira e gases tóxicos libertados por esses acontecimentos e do acentuado arrefecimento terrestre (causado pelo encobrimento da luz solar pelas nuvens de pó/fumo).
Acho credível que alguns destes fenómenos tenham eliminado muitos deles mas, daí à sua total extinção vai um passo muito grande. Parece-me possível que, no caso de algum fenómeno desses ter ocorrido, muitos espécimes tenham sobrevivido, contudo, devido à alteração do clima e do habitat, evoluíram e adaptaram-se à nova realidade climática, dando origem a outras espécies.

Num habitat com menos comida ou mais adverso, as espécies tendem a ficar mais pequenas- há ainda hoje vários exemplos disso- e alguns dinossauros evoluíram para as diversas formas de aves e mamíferos.

Insisto que foram as mudanças climáticas e de habitat, assim como a selecção natural do mais forte e mais adaptado que foram fazendo evoluir as espécies animais e vegetais! Não vislumbro outra razão.

A espécie humana. Muito recente, se comparada com as demais já mencionadas.

Parece-me bastante credível que uma ou mais espécies de primatas ou símios, mais uma vez por mudanças no habitat, tenha evoluído para aquilo que nós somos hoje.

Vivendo nas árvores, por qualquer razão (alteração climática, de habitat, predadores), foram forçados a deixá-las e a caminhar sobre os membros inferiores. Há quem defenda que devido à vegetação existente no solo e aos predadores que espreitavam e, há quem afirme que foi por terem passado para um meio pantanoso, com águas. Seja qual for, certo é que ambos obrigavam a caminhar sobre os ditos membros e a tomar uma postura erecta, de alerta, para conseguirem ver mais longe.

Nesta evolução, também a mudança da alimentação teve um papel muito importante. A introdução de carne na alimentação permitiu o desenvolvimento do corpo e, mais importante, do cérebro.

Estes homens primitivos ou hominídeos foram-se multiplicando e distribuindo pela superfície terrestre, evoluindo com o passar do tempo e conforme os diferentes habitats, dando origem a várias raças.

Está provado que, na Europa, mais que uma espécie/raça co-habitou no mesmo periodo: Neandertal e Cro-Magnon ou Sapiens Sapiens. Cientistas afirmam que coabitaram mas não se "cruzaram", segundo testes de ADN que efecturam. Dizem ainda que o Neandertal se extinguiu devido a uma menor capacidade de adaptação às alterações climáticas.

Eu não acredito na extinção do Neandertal! Acredito que, já com a população muito reduzida, foram "absorvidos" pelos Cro-Magnon. Isto é, misturaram as duas espécies, tendo prevalecido o Cro-Magnon, adquirindo algumas características da outra espécie. Em Portugal foi encontrado um esqueleto de uma criança que foi classificada como híbrida; apresenta características das duas espécies.

Acredito que na sequência que explanei; poderá haver uma ou outra coisa que não tenha sido mesmo assim mas, acho provado que houve uma evolução da vida e das espécies. Essa evolução resultou de diversos fenómenos, acasos por vezes e selecção natural das diferentes espécies que, desde logo, tiveram que se adaptar ao meio que as circundava. Foi esse meio ou habitat que “criou” as diferentes espécies como as conhecemos e foram as espécies que foram ajudando a "moldar" o habitat. Esta afirmação é muito fácil de provar.

Nos tempos mais recentes, têm-se verificado alterações em diversa espécies. Aves que deixaram de voar porque o habitat não o exigia; animais que perderam a visão porque passaram a viver em grutas; animais que se cruzam e dão espécies diferentes, etc..

Na minha mente, o mais difícil de “imaginar” é a origem das primeiras bactérias. É o fenómeno que mais me intriga, ainda assim acho credível a forma como o expliquei. Toda a restante evolução vejo-a de forma muito natural. O meio condiciona as espécies e estas moldam o meio.

E é assim; foram um conjunto de factores que, todos juntos, fizeram da Terra aquilo que hoje vemos e somos.

Quem tem opinião diferente?

Que bem q se está aqui.....

Foi obra!!! (as pirâmides)