segunda-feira, 11 de maio de 2015

Máquina Fotográfica, um "colete de forças" dos tempos modernos.

Era uma vez...

Podia começar este texto como aqueles contos que começam com o habitual "Era uma vez..." que, acredito, adequar-se-ia muito bem.
O que me leva a escrever estas palavras são os sentimentos ambíguos que nutro pelas máquinas fotográficas; um misto de "amor" e "ódio".

A máquina fotográfica foi uma grande invenção da humanidade- sem dúvida! É algo que aprecio e muito valorizo- efectivamente! É muito útil no dia a dia para executar as mais diversas tarefas, desde o lazer ao trabalho- é pois!

SE é assim tão "maravilhosa", como poderá provocar o tal "ódio"? Obviamente que falo só por mim, não fazendo ideia do que se passa com os demais mortais.

Por enquanto, o planeta Terra tem toda uma vasta panóplia de "coisas" fotografáveis e, consoante os gostos de cada um, é frequente ver sacar da "objectiva" para captar o "momento", a imagem, o que seja. Pois é, é frequente e, para algumas pessoas, mais parece um vício (nem estou a falar das "selfies"!!! Assunto que ficará para uma próxima oportunidade.).

Confesso que não sou viciado na objectiva mas, uma vez que adoro paisagens bonitas, sempre que possível, pego na máquina fotográfica e zás! Para mais tarde recordar!

É aqui que começa o meu "problema", a causa do meu "ódio" pela máquina fotográfica. 
Com um Planeta tão grande para um ser tão pequeno (eu), é frequente estar de passagem por locais lindos e onde o regresso será difícil ou mesmo improvável. Com tão efémera passagem, há a vontade de tudo querer ver e tudo querer fotografar rapidamente e a máquina fotográfica torna-se como um colete de forças que me envolve. 

Nessa avidez fotográfica, a preocupação é captar o melhor ângulo, a melhor foto, captar tudo o que é bonito e diferente. Quando termino a "sessão fotográfica" e tenho que partir, reparo que não "estive" ali, não inspirei o ar, não ouvi os sons, não absorvi as energias. É quase como se não tivesse estado, não fossem as fotos a comprová-lo...

Voltando ao início, "Era uma vez um menino que adorava tirar fotos de paisagens lindas e, agarrado à sua máquina fotográfica, ficava obcecado em captar o melhor ângulo, a melhor foto, tão obcecado que se esquecia de apreciar a paisagem e saborear o momento".

THE END

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

PARIS, Cidade Luz... a minha visão.

Paris - Capital de França e considerada por muitos como "A Cidade Luz" e/ou "A Cidade do Amor".

Ouvir falar desta cidade é ouvir um sem fim de adjectivos, é ouvir dizer maravilhas. Visitá-la, ao que consta, estará nos desejos da maior parte dos habitantes deste Mundo - NÃO estava nos meus...

Situada na "Ile de France", a cidade "antiga" é cortada e separada pelo rio Sena, estando repleta de magníficos edifícios e monumentos edificados nos séculos XVII, XVIII, XIX ou recuperados nesse período, encontrando-se, regra geral, limpos e bem conservados.


São esses edifícios/Monumentos, juntamente com o rio Sena que fornecem o "cartão de visita" à cidade e que se destacam de positivo, de resto, proliferam "atrocidades" que ferem a alma! Estar junto ao Sena ao entardecer, com o céu azul e o Sol a "cair" é encantador... de facto!

Por toda a cidade vêem-se milhares de turistas, ávidos de tudo. Enchem transportes públicos, ruas, avenidas, monumentos. Quanto aos "nativos" franceses, não sei se vi algum, tal é a miscelânea de cores e raças por todos os lados. A grande maioria dos "franceses" que se avistam nos transportes públicos são emigrantes que vivem nos subúrbios.


Alguns percursos:

Tinha que começar a visita por algum lado, decidi visitar em primeiro lugar o ícone mais conhecido de França - a Torre Eiffel! Depois de  uma viagem de cerca de uma hora pelos labirintos do Metro, saí na estação de Cité, que fica na "Ile de la Cité", bem no meio do rio Sena, dei de caras com a luz do dia e estava meio desnorteado... e para que lado agora? GPS na mão e lá fui eu! Atravessei a "Petit Pont" e segui junto ao rio. Passei em frente do Institute de France e encontrei a primeira ponte carregada de cadeados- Pont des Arts. Carregada é pouco para descrever o que lá está!!


Ao longo do percurso estão inúmeras "bancas" a vender livros e velharias, sendo que alguns vendedores parecem mesmo personagens literárias saídas de livros... de terror!!! A multidão apeada que circulava era uma constante em ambas as direcções, acotovelando-se. Poses, fotos, mais poses e mais fotos - há muito para registar nas máquinas e na memória.

Vários tipos de embarcações sulcam as águas do Sena, rio acima, rio abaixo, desde os mais modestos aos mais requintados, repletos de turistas que tomam refeições a bordo ou apenas apreciam a paisagem e a viagem náutica.


Após algumas dezenas de minutos a caminhar, vislumbrei a Torre Eiffel ao longe. Não tinha expectativas nem era para mim um "acontecimento" ou "marco histórico" visitá-la, pretendia apenas passar junto dela e estar ali. Não havendo expectativas não deveria haver desilusões- a lógica assim o diz. Errado!
O "espectáculo" que vi nas imediações da Torre Eiffel, causou-me de imediato enorme DESILUSÃO e repulsa! Tanta que nem cheguei a apreciar devidamente aquele monumento.


Milhares de turistas de várias nacionalidades ali se encontravam, onde há turistas há dinheiro e "papalvos" e, onde estes estão, estão bandidos a tentar aproveitar-se dos mais incautos. Ali não era diferente! Exércitos de indivíduos africanos, do leste da Europa e do norte de África tinham o "estaleiro" montado para caçar as vítimas. Tudo valia. Até bancas improvisadas do Jogo da "Tampinha" (ou "Shell Game") ali havia! A Polícia parecia não ligar a este tipo de situações. Obviamente que, ao ver aquele espectáculo degradante, o meu lado de turista desapareceu e... Fiquei como o dia- CINZENTO! Ainda assim, tirei umas fotos para que ficasse registada a minha passagem. Para que conste e a título informativo, havia várias filas com centenas de pessoas para subirem à Torre; filas intermináveis. Não, obrigado!


Num belo dia soalheiro, pela manhã, fui de Metro até ao "Arc du Triomphe", situado sobre a "Place de l'Étoile".  Em redor do "Arc", como não podia deixar de ser, encontrava-se um sem número de turistas a tirar fotos e em fila, à espera de subir ao dito. Após tirar as fotos da "praxe", segui a pé pela "Avenue des "Champs-Elysées" em direcção à "Place de la Concorde".

Sensivelmente a meio da avenida encontrei o "Grand Palais"e o "Petit Palais", ambos com um exterior muito bonito, não sendo visível grande afluxo turístico. Vi ao longe a cúpula dourada do "Hotel National des Invalides", que de imediato chamou-me a atenção e para onde me dirigi. No caminho fui obrigado a parar; dei de caras com a "Pont Alexandre III"! Linda! Fantástica! Deslumbrante!!! A Ponte em si é por si um enorme espectáculo e, juntamente com o rio e toda a paisagem circundante, é algo... Deslumbrante! (Já o havia dito?)


Alguns minutos a apreciar a paisagem, voltei atrás e retomei o trajecto para a "Place de la Concorde". Aí, entrei nos extensos jardins do "Musée du Louvre" onde deparei com um lago circular, apinhado de turistas sentados em seu redor. Fantástico local para descansar um pouco depois da caminhada! Sentei, olhei, fotografei, saboreei o momento. Muito bom!


Recuperadas as forças, prossegui em direcção ao "Louvre", local onde me deparei com (mais um) "espectáculo" degradante e nada digno do local em questão: dezenas de indivíduos africanos tinham expostos no chão vários artigos de vestuário e "souvenirs". Deplorável!!!


Caminhei depois por ruas, ruelas, pontes e avenidas até chegar à Catedral de "Notre Dame". A sua torre vê-se ao longe e guia-nos até àquele lindo monumento. Altura para mais uma pausa, aproveitei para me sentar junto ao rio, junto a diversos barcos ancorados, na lateral da "Notre Dame".


O forte cheiro a urina não me deixou permanecer muito tempo e, acabei por ir para junto do gentio ávido, frente à Catedral. Já tinha usado o adjectivo "ávido"? Acho que é o adjectivo que melhor retrata o visitante/turista que procura aqueles locais.

Registos fotográficos efectuados, era altura de continuar a "promenade à pied" em direcção a "Fontaine du Chatelet". A "Tour Saint-Jacques" destacou-se de imediato na paisagem e chamou-me para o seu jardim, que convidou a mais uma pausa.


Com o dia já longo e as pernas com vontade de ceder, havia que fazer mais um esforço porque o destino era a "Place de la Bastille". No caminho, deparei-me com o fantástico "Hotel de Ville" e a sua espaçosa praça, que estava cheia de curiosos a assistir a demonstrações de artistas de rua. As últimas centenas de metros foram dolorosas e, confesso, já não tinha vontade de apreciar a paisagem mas, fui arrastando a carcaça pela "Rue de Rivoli" até que cheguei ao destino por mim traçado - "Place de la Bastille". No local, nem vestígios da antiga "Bastille" e a praça estava cheia de polícias e manifestantes. Enfim! Duas ou três fotos ao local e, labirintos do "Metro" aí vou eu! Era altura de regressar ao "chambre" e descansar.


Um novo dia amanheceu, cinzento e chuvoso, nada convidativo a passear mas, havia que aproveitar ao máximo a estadia e tentar conhecer o mais possível. Próximo destino - Basílica "du Sacré Coeur".
Saí na estação do Metro de "Anvers" e subi a "Rue de Atenkerque", apinhada de turistas, para variar.
Ao cimo desta rua fica a "Place de Saint Pierre" e aí começaram os espectáculos. Sim, espectáculos! O primeiro foi a vista que se tem do "Sacré Coeur", lá no cimo das escadas e o segundo foi o espectáculo degradante de "magia negra" feito por dezenas de africanos que saltavam em cima dos turistas como moscas! Degradante e cansativo, tal é a insistência das abordagens! Enfim, o turista sofre em Paris!


Passado o obstáculo das "moscas", estava a escadaria para testar a resistência física de quem optou por não pagar a subida de "Funiculaire". Ao cimo das escadas, a merecida recompensa - A Basílica e uma vista fantástica sobre a cidade!! Depois de todo o esforço físico, muita gente estará faminta e, em redor da basílica proliferam "tendas" a vender comida, bebida e recordações. O preço elevadíssimo dos artigos e o cheiro abundante e forte a queijo derretido causaram-me "vómitos". Comer ali é só para quem quer e PODE!


À volta da Basílica, um sem número de lojas e de artistas que fazem caricaturas e retratos à mão dos turistas. A "Place du Tertre" é o expoente máximo do artesanato e "souvenirs". Depois de tanto subir e de registar o momento, era altura de descer até ao rio, tendo optado por descer a "Rue des Martyrs", que era como me sentia, depois de subir e descer tanta escada e ver dezenas de jovens e mulheres romenas a importunar e a mendigar por todo o lado!


Na descida, passei próximo da zona de "Pigale" e do "Moulin Rouge" mas... ui.. nem me aproximei!! Sinceramente, é cenário que não me atrai. Com os "calcantes" sempre a trabalhar, vi ao longe a "Eglise de la Trinité" e tive que a visitar mas, estranhamente, estava vazia, aliás, talvez por ser Domingo, e uma vez que o comércio em geral está fechado, toda a zona abaixo da "Rue des Martyrs" estava quase deserta. De caminho, ainda passei pela "Opéra Garnier", mais um edifício muito bonito, destacando-se ao longe com a sua cúpula verde. O "Louvre" fica logo a seguir, a poucas centenas de metros.


Estes foram alguns dos muitos passeios possíveis em Paris, feitos quase sempre a pé, denotando que a cidade antiga é relativamente pequena e, para quem não tem problemas em caminhar, pode visitá-la, resumidamente, em poucos dias.


O custo de vida em Paris é muito elevado e a comida é muito cara nos cafés/pastelarias e restaurantes e, para mim, nada apelativa. Não aprecio queijo derretido, natas e afins. Existem alguns "supermercados" onde se pode comprar comida mais em conta.
Apesar dos milhares de turistas, achei a cidade limpa. Os edifícios, em geral, estão muito bem cuidados e conservados e a rede de transportes públicos é variada e eficaz. Os túneis do "Metro" mais parecem labirintos feitos por roedores subterrâneos, ainda assim, fáceis de usar, com indicações fáceis de entender e seguir.

Recomendo uma visita a Paris, sobretudo a quem é romântico, tem dinheiro e gosta de misturas culturais/raciais.

Confesso que gostava de visitar Paris sem aquele "gentio", sem aquela "mescla" de emigrantes de todas as raças e cores, de forma a que pudesse apreciar melhor a cidade, a sua beleza arquitectónica e os seus encantos.

Para quem não pode visitar Paris, pode usar o Google (pesquisa de imagens),  Google Maps e Street View para ver imagens da cidade. O Google Maps, possui, inclusive, imagens da vista do cimo da Torre Eiffel.

Au revoir. ;-)



(Fotos da minha autoria)


quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

CORRUPÇÃO, SERÁ GENÉTICA?

O Post dos Descobrimentos Portugueses fez-me pensar num outro Tema: Corrupção.

Não sou sociólogo, psicólogo, paleontólogo e muito menos ornitólogo (estudo de "aves raras"!), sou apenas um livre pensador e, como tal, olho em meu redor, observo e penso de forma a tentar entender o que me circunda.
Ao analisar o tema "Descobrimentos Portugueses" e olhando para o mapa resultante da colonização europeia, salta à vista a disparidade económica e social entre os países colonizados por Portugal e Espanha em relação aos países colonizados pelas potências do norte da Europa, nomeadamente a Inglaterra.

É facto que os EUA, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e até a África do Sul estão mais desenvolvidos e prósperos que os países da América Latina e da África Ocidental (Guiné, Angola e Moçambique).

Há quem diga que o clima influencia os povos, sendo que, aqueles que vivem no frio tendem a ser mais "capazes" do que aqueles que vivem em climas quentes e tropicais. Até podia aceitar mas, então e a Austrália, não tem um clima quente e não é próspera? Acho que esta teoria não será muito fiável...

Se olharmos para a história de Portugal e Espanha vemos muitos erros de "gestão" ao longo dos últimos quinhentos anos. Fanatismo religioso ligado à Igreja Católica- Inquisição- aliado à corrupção e esbanjamento das "riquezas" obtidas além mar são denominadores comuns nestes dois países Ibéricos.

As ex-colónias portuguesas e espanholas são locais com elevados recursos naturais mas, ainda assim, a pobreza e miséria abunda nas classes mais baixas. Nas ex-colónias portuguesas a corrupção aumenta dia a dia, assistindo-se ao enriquecimento de algumas pessoas, sem escrúpulos, por vezes. É frequente ver nestes países cidadãos a pagar subornos para apressar vistos e licenças que, de outra forma, não chegariam ou demorariam meses a tratar. Os serviços do Estado funcionam mal ou são inexistentes, é o salve-se quem puder. Os "vícios" e má gestão dos países colonizadores passaram para as colónias. 

Tendo em conta que portugueses e espanhóis colonizaram e administraram as colónias, contribuíram genética e politicamente para as populações actuais (onde os erros do passado se repetem), faz levantar uma questão na minha mente. Será que a CORRUPÇÃO é genética? 

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

A PROVA QUE FALTAVA...


Todos sabem que a mulher é invejosa.
Todas as mulheres têm uma inveja terrível das amigas! É facto!
Mas essa inveja vai muito mais além... A mulher tem inveja do homem! É verdade! Ou pelo menos, quer ter algo que o homem tem! A "mangueirinha"!!! 
Se assim não fosse, como se explicaria que um ser tão inteligente e o  "único" a quem DEUS dotou de cérebro, tudo fizesse para atrair o "pinto" para a sua "gaiola"?
A origem desta inveja deu-se logo após a criação, quando DEUS  deu a "mangueirinha" ao homem e cérebro à mulher, deixando-a profundamente irritada e descontente, certamente... 
Recentemente foi encontrada uma gravação sonora que revela a conversa entre DEUS, Adão e Eva aquando a Criação e cuja transcrição se segue:

"Divisão de bens entre Adão e Eva

Quando Deus criou Adão e Eva, disse aos dois:
- Tenho dois presentes para distribuir entre vocês: um é para fazer xixi em pé e... Adão, ansiosíssimo, interrompeu, gritando:
- Eu! Eu! Eu! Eu! Eu quero, por favor... Senhor, por favor, por favor, Sim? Facilitaria-me a vida substancialmente! Por favor! Por favor! Por favor!


Eva concordou e disse que essas coisas não tinham importância para ela.
Então, Deus presenteou Adão.


Adão ficou maravilhado. Gritava de alegria, corria pelo jardim do Éden
fazendo xixi em todas as árvores. Correu pela praia fazendo desenhos com seu xixi na areia. Brincava de chafariz. Acendia uma fogueirinha e brincava de bombeiro....


Deus e Eva contemplavam o homem louco de felicidade, até que Eva perguntou a Deus:
- E... qual é o outro presente?


Deus respondeu:
- Cérebro, Eva, cérebro."

(Imagem retirada da internet)


sábado, 30 de novembro de 2013

OS DESCOBRIMENTOS PORTUGUESES


Os "Descobrimentos Portugueses" são, talvez logo a seguir ao actual "fenómeno" CR7, dos maiores motivos de orgulho de um Português que se preze!
Desde a escola primária ou antes, vamos ouvindo falar dos feitos heróicos dos Navegadores Portugueses e da forma como "descobriram outros mundos e caminhos marítimos".
Como é costume, o "King Solomon do Séc. XXI" tem uma visão sobre a matéria que será um pouco diferente da opinião da maior parte dos portugueses (aqueles que a têm!!).

Não pretendo deitar abaixo o "feito" dos meus antepassados nem deixar a chorar aqueles que tanto se orgulham desses feitos, contudo, não lhe atribuo tanta importância como os meus compatriotas fazem e critico abertamente alguns factos. Tenho a salientar que, por defeito meu, talvez, tento ver tudo de forma imparcial e não procuro "vitórias alheias" para me alegrar ou sentir "maior". Posto este à parte, vamos ao que interessa.

Enquadramento histórico e motivação:
Os "Descobrimentos Portugueses" iniciaram-se por volta de 1415 D.C., resultado do fim da reconquista cristã do território nacional e impulsionado pela vontade expandir o território, espalhar a fé Cristã e procurar alternativas ao comércio terrestre com o Oriente, de forma a retirar o monopólio aos mercadores Árabes e Venezianos. A pobreza vivida em Portugal e a falta de recursos naturais "exigia" a procura de novas fontes de riqueza e de novos territórios para os nobres.

Com a conquista de Ceuta, Portugal "conquistou" também o saber e conhecimento (parte dele) dos Árabes. Este povo estava bastante evoluído em áreas como a Astronomia, Medicina e Matemática. Haviam absorvido os ensinamentos da Grécia Clássica (Platão, Aristóteles), capturado aos chineses o segredo do fabrico de papel (ano 711, batalha de Talas), entre outros e desenvolveram a Matemática e Trigonometria, alargando as suas aplicações, principalmente no domínio da Astronomia, da Geografia e da Cartografia, artes tão importantes para a navegação.

"Dissecação" da expressão "Descobrimentos Portugueses":
Está na expressão "Descobrimentos Portugueses" a principal causa que me levou a escrever o presente texto- NÃO concordo com ela.
Em bom rigor, descobrir algo significa localizar algo que ainda não era conhecido- o continente africano e asiático eram há muito conhecidos dos povos do Norte de África e do Mediterrâneo (e não só!) assim como era conhecida a possibilidade de circundar o continente africano para chegar a Oriente.

Meio de transporte - Caravela e a vela latina:
O termo Caravela terá sido a denominação dada a várias embarcações, podendo ter denominado inicialmente embarcações de porte médio e com velas triangulares usadas no Mediterrâneo pelos Árabes.
A Caravela era de fácil manobra pelo que, os Portugueses pegaram neste tipo de embarcações devido ao seu baixo calado que lhes permitia navegar em águas pouco profundas e, as velas triangulares permitiam navegar à bolina, ou seja, contra o vento.
Quanto à tão célebre "vela latina" (triangular) usada pelos Portugueses e a quem muita gente atribui a sua invenção, terá surgido no Mediterrâneo por volta do ano 200 a.c., talvez pela mão dos Árabes, podendo ter tido origem na Índia.

A "Aventura" nos Mares e os "Descobrimentos Portugueses":
Há milhares de anos que os oceanos são sulcados pelo homem, como maior ou menor sucesso e em distâncias maiores ou menores. A Ocidente, vários povos e civilizações do Mediterrâneo navegaram este mar e avançaram pelo Atlântico na antiguidade, pelo que, estas águas eram conhecidas. Ptolomeu, no séc. II da nossa era, revelou conhecimentos profundos e precisos do "velho mundo", indicando no seu trabalho a localização de várias partes, conhecimentos esses aproveitados posteriormente pelos Árabes que, na minha opinião, tiveram enorme impacto no sucesso das aventuras além-mar dos Portugueses, sendo mesmo uma figura central.

Para os Portugueses do Séc. XV, os oceanos Atlântico e Índico eram assustadores, grande parte devido aos mitos e lendas espalhados pelos povos do norte de África que falavam de monstros terríveis para assustar a "concorrência" e pela própria dificuldade de navegação das águas e ventos desses mares.

Algumas evidências de povos que navegaram pelos mares e atingiram o continente americano muito antes do Portugueses (e Espanhóis), foram, por exemplo, os Vikings - chegaram ao actual continente americano (Séx. X ou antes). Os Mongóis/Chineses no Séc. XIII, (durante a invasão Mongol à China) possuíam frotas enormes e muito desenvolvidas, sabendo-se que navegavam por todo o Índico, havendo até quem defenda que em 1421 os Chineses (Zheng He) circundaram o Mundo.
Acredito de igual modo que, ao longo dos últimos milénios, muitos povos fizeram-se ao mar e chegaram a locais distantes, passando esses territórios a ser do seu conhecimento, contudo, não havendo forma de divulgar e registar de forma duradoura esses feitos (televisão e internet), acabaram por se perder no tempo.

Conhecimentos dos Portugueses na época:
Desconhecendo-se quais os conhecimentos e mapas que estavam na posse da Coroa Portuguesa (Infante D. Henrique e seus seguidores), há a certeza, porém, que estavam bem documentados e tinham informação que existiam ilhas no Atlântico e terra do outro lado deste oceano. A confirmar estas afirmações está, por exemplo, o enorme esforço da Coroa Portuguesa em prolongar a área de exploração para 370 léguas marítimas a Oeste das Ilhas de Cabo Verde aquando a assinatura do Tratado de Tordesilhas. Outro episódio de que se fala refere-se às ilhas orientais do arquipélago dos Açores, onde o Infante D. Henrique terá determinado ao navegador que procurasse terra naquela área, obrigando-o a voltar segunda vez em virtude de nada ter localizado na primeira.

Em 1493, um ano após a chegada de Colombo à América, aliou-se à Coroa Portuguesa o astrónomo Abraão Zacuto, judeu expulso de Espanha e que trouxe consigo várias tábuas astronómicas. O seu conhecimento foi também de extrema importância para Portugal e um enorme impulso para a viagem de Vasco de Gama com o objectivo de chegar à Índia.
A chegada "acidental" de Pedro Álvares Cabral ao actual Brasil revelará de igual modo que já havia conhecimento da existência daquelas terras.
A corroborar estas ideias está, por exemplo, o facto de existir um Mapa Mundi elaborado por Piri Reis, Almirante, Geógrafo e Cartógrafo Otomano, elaborado no início do Séc. XVI (1513) onde é possível ver os três continentes já conhecidos na época- Europa, África e Ásia- e ainda parte da América. O mais curioso é que "As indicações cartográficas de Piri Reis mostram a conformação das regiões polares exatamente como estavam antes da última glaciação e não na situação atual. Não se sabe em qual mapa ele se baseou que pudesse conter informações de 10 mil anos atrás." E ainda: "Os estudiosos apontam ainda algumas curiosidades controversas sobre este mapa, como por exemplo a Antártica e a Gronelândia, que ainda não tinham sido descobertas. A riqueza de detalhes sugere que a elaboração do documento foi feita a partir de fotografias tiradas de uma atitude muito elevada, recurso inexistente no século XVI.(retirado da Wikipédia).
O Mapa Mundi de Piri Reis com os seus detalhes "fantásticos" levanta várias questões, tais como a possibilidade de terem existido civilizações antigas muito evoluídas e hoje desconhecidas e ainda, como alguns defendem, a visita de seres de outras galáxias à Terra.  Esta teoria/possibilidade foi levantada no final dos anos 60 pelo suíço Erich von Däniken no seu livro "Chariots of The Gods".

O "king Solomon no Séc. XXI" está a "amadurecer" ideias sobre este assunto e, quem sabe, não escreverá algo sobre ele um dia...

O que é que os Portugueses fizeram diferente?
Resposta: NADA.
Então o que tornou diferente os "Descobrimentos Portugueses" dos anteriores?
A época! No Séc. XIV estava-se em pleno Renascimento, Gutenberg surgia para revolucionar a imprensa, enfim, passou a haver mais tecnologia e maior possibilidade de divulgação permitindo dar a conhecer as "epopeias" dos portugueses e trazer até aos dias de hoje essa informação mais detalhada.

Em suma:
A vontade e necessidade dos Portugueses aliadas aos conhecimentos dos Árabes e talvez de outras fontes, permitiram que se tivessem lançado ao mar em busca de riqueza e territórios para explorar. Desenvolveram a arte de navegar em alto mar e aperfeiçoaram instrumentos para tal.
Criaram várias fortalezas, colónias e uma linha regular de comércio com a costa de África, com a Índia e outros países a Oriente. Esta expansão ultramarina teve enorme custo para o país, uma vez que o despovoaram e não o desenvolveram.
Milhares de homens morreram em naufrágios, batalhas e doenças e outros milhares serviram para povoar as recém criadas colónias e por lá ficaram.
Com a enorme riqueza proveniente dos negócios ultramarinos, pouco ou nada se fez para desenvolver o país; construíram-se Igrejas para "comprar O Céu" para os pecadores e edificaram-se palacetes. Grande parte das riquezas foram encaminhadas para os países do norte da Europa- Flandres, França, etc., que produziam artigos de luxo para os ricos anafados e hipócritas.
Houve assim quem tivesse enriquecido mas, o país e os pobres que cá ficaram permaneceram na miséria. A má gestão e a corrupção generalizada já eram enormes na época!
Não se soube aproveitar a "Época do Ouro e das Especiarias" e resta hoje aos seus descendentes encher o peito e dizer alto "Fomos muito importantes e descobrimos o caminho marítimo para a Índia".



Este texto não pretende ter valor histórico, trata-se apenas de um exercício literário do seu autor.

domingo, 17 de novembro de 2013

Estratificação Social no Séc. XXI

(Imagem retirada via Google)

Já está distante a Idade Média mas, em pleno Séc. XXI, continua enraizada a ideia e vontade de estratificação social. Diariamente assisto a episódios de auto-promoção e auto-enaltecimento.

Na Idade Média as classes estavam bem definidas e, de cima para baixo, estavam distribuídas em Clero, Nobreza e Povo, todos "encabeçados" pelo REI. Era simples. Não interessavam as capacidades da pessoa- nascia no povo, não podia ser "Cavaleiro"; nascia nobre, não podia trabalhar na terra. Ponto.

Disse o poeta que "mudam-se os tempos, mudam-se as vontades". É um facto! Concordo MAS, há muita coisa que não muda! Esta vontade de estratificar a sociedade é algo que perdura.
Resultará, certamente, da necessidade de cada um se sentir superior ao "próximo". Esse sentimento humano de querer ser "maior", melhor, mais importante que o seu "par" torna imortal a estratificação social.

(Imagem retirada via Google)

Pessoalmente, não aceito uma sociedade em pirâmide, em que no topo está o "mais importante" e poderoso e na base estão os mais "vulgares" ou "menos importantes". Não aceito por várias razões. Não aceito e pronto! Até porque, se olharmos para uma pirâmide de estratos sociais, na base estão as classes sociais mais baixas MAS, são as bases e alicerces que seguram (sustentam) qualquer construção/ pirâmide, logo, SÃO os mais importantes. Certo?

Já agora, por curiosidade, SE quiséssemos, como  poderíamos estratificar esta sociedade moderna e prenhe de tecnologias? Dividi-la-íamos em:
Ricos, remediados e pobres? 
Polícias, traficantes e ladrões?
Cultos, esclarecidos e incultos?
Inteligentes, medianos e "burros"?
Honestos, assim-assim e corruptos?
Doutorados, ensino médio e analfabetos?
Empregados, desempregados e pensionistas?
Contribuintes, pouco contribuintes e "sanguessugas"?
Etc...
Obviamente que teríamos que ser rigorosos e justos para fazer essa estratificação mas, olhando para as diversas variáveis, não consigo imaginar um único conjunto para elaborar a tal pirâmide.
Vejamos: há ricos inteligentes e corruptos; há cultos pobres e desempregados; há doutorados corruptos e ricos; há contribuintes honestos e pobres; há.... muita gente!

Vejo a sociedade numa perspectiva horizontal, ninguém acima ou abaixo de outro. Cada um com a sua missão/função.
A nossa importância deve ser aquela que nos é atribuída pelos outros e NUNCA aquela que atribuímos a nós próprios! 


domingo, 31 de março de 2013

JESUS CRISTO ERA BUDISTA

            

            Esta é uma ideia que terá passado pela cabeça de poucas pessoas e deixará muitas aos saltos de tão irritadas que ficarão ao ouvi-la/lê-la.
               O que se fala hoje sobre Jesus Cristo foi aquilo que os seus seguidores/discípulos e sobretudo a Igreja Católica foram afirmando e impondo ao longo dos tempos, uma vez que as autoridades romanas não deram muita importância à sua existência e os historiadores da época também não.
               Os quatro evangelhos (S. Mateus; S. Marcos; S. Lucas e S. João) são a principal fonte de informação sobre Jesus Cristo e foram escritos entre 40 e 100 anos após a sua morte. Mateus e João foram os únicos escritores da Bíblia que eram membros dos alegados 12 Discípulos e os únicos que poderiam estar presentes nos acontecimentos que descreveram. Originalmente os evangelhos circularam anonimamente, não existindo nomes a eles associados até ao ano 200 d.c. e terá sido um (vários) teólogo Cristão que teve a ideia de criar o Novo Testamento, altura em que os evangelhos foram nomeados e lhes foram acrescentados vários versos, nomeadamente sobre a alegada Ressurreição de Jesus Cristo.
               Com este desfasamento temporal, muitos dados/factos foram levados pelo tempo e distorcidos pela sua passagem verbal, havendo necessidade de os reinventar e/ou embelezar de forma a dar maior força a Jesus Cristo e ao Novo Testamento (é muito importante conhecer o Antigo Testamento para poder entender o Novo e fazer certas associações).
               Sobre o nascimento, vida e morte de Jesus Cristo, muita coisa foi adaptada de mitos e tradições antigas, inclusive de outras religiões, por forma a enaltecer a sua figura, cimentar a religião e a atrair novos seguidores.
               Assim, sobre o seu nascimento e fugindo à “tradição” Cristã, acredito que tenha nascido numa família pobre da Palestina, como qualquer outra criança da época, zona onde terá passado os primeiros anos de vida. Terá depois seguido para Oriente, concretamente a Índia, onde poderá ter contactado com o Budismo. Para reforçar esta ideia, está ao facto de no século XIX, Nicolas Notovich ter descoberto no Tibete antigos escritos budistas que falam de uma criança chamada “Issa”, nascida no século I, numa família pobre de Israel e que foi para a Índia com catorze anos, onde aprendeu Budismo, antes de regressar à Palestina com vinte e nove anos. O que a Igreja conta sobre Jesus encaixa no perfil da figura “Issa”.
               Não faz qualquer sentido a história dos Reis magos terem seguido a estrela que indicava o nascimento de Jesus (o salvador), como não faz sentido a sua concepção "Divina". Os Reis magos e as suas oferendas estão carregados de simbolismo e revelam ter sido mais uma forma de enaltecer Jesus Cristo (ou da Nazaré) e reforçar a ideia de que é o "Messias" e o filho de Deus. Verifica-se que foram aproveitados textos, acontecimentos e lendas antigas (alguns remontam ao tempo dos Sumérios) e "montados" como se de um puzzle se tratasse para sustentar as novas ideias (entenda-se Religião).
              Por falar em simbolismo, também os doze apóstolos são simbólicos, na medida em que é o número que representa no Antigo Testamento as doze tribos de Israel, os filhos de Jacó, neto de Abraão- Patriarca Hebreu.
               A concepção Divina de Jesus não foi de igual modo uma ideia nova, uma vez que no Budismo, quinhentos anos antes do nascimento de Jesus Cristo, já a lenda conta que Buda também teve esse tipo de concepção.
               Esta é a primeira ligação que faço entre Jesus Cristo e o Budismo, outras farei, não por capricho mas por fazerem todo o sentido, existindo factos históricos que saltam à vista e ao senso comum (daqueles que querem ver e entender).
               Foi no final da sua vida que Jesus Cristo ter-se-á destacado por entre as multidões, pregando a sua fé, curando, fazendo milagres, espalhando as suas novas ideias de fé e esperança. Hábil no uso da palavra e pregando para povos famintos e oprimidos pelos romanos, conseguiu destacar-se de outros pregadores da época.
           Os ensinamentos e ideias de Jesus apresentam muitas semelhanças com a Filosofia Budista (Paz, Harmonia, etc). A serenidade das palavras de Jesus, as ideias distantes (antagónicas) da fé Judaica e a capacidade de curar os enfermos (milagres) poderá revelar a tal formação budista que teve, assim como possíveis contactos com a medicina ayurvédica, praticada na Índia há milhares de anos (que consiste na cura pelo contacto com as mãos e nos cuidados com o corpo, nomeadamente a alimentação). Estou a partir do princípio que há alguma verdade nos relatos que falam da "cura" de enfermos, não querendo, de momento, acreditar que também isso foi invenção de alguém.
            Indico mais uma possível ligação ao Budismo, onde a lenda também relata que Buda terá caminhado sobre as águas e alimentado centenas de discípulos apenas com pedaços de comida (o Milagre da multiplicação).
            Diz a "história" (entenda-se Novo testamento) que Jesus Cristo foi condenado à morte pelos Romanos, por crucificação. Este era o castigo aplicado na época por crimes de traição e a escravos.                Jesus terá sucumbido ao fim de três a seis horas na cruz, relatando-se que enquanto lá esteve, ter-lhe-ão levado à boca uma esponja embebida com vinagre e, momentos depois, sucumbiu. Também se diz que Pôncio Pilatos terá desconfiado da rapidez da sua morte mas foi sossegado pelo Centurião, Centurião este que era o mesmo que antes alegadamente dissera “Verdadeiramente, este homem era filho de Deus”, denotando-se aqui, pelo menos, simpatia para com Jesus Cristo.
               Retirado da cruz, o corpo terá sido levado para o túmulo privado de José de Aritmeia. Este senhor e um outro chamado Nicodemo terão cuidado do corpo, levando para o túmulo uma mistura de mirra e aloés. Sabemos perfeitamente que estas são ervas medicinais e não de embalsamamento, como seria de supor usar para a preparação de um morto, havendo claro indício que jesus foi retirado da cruz ainda VIVO.
             Segundo o Novo Testamento, três dias depois, Jesus terá regressado à vida - Milagre da RESSURREIÇÃO. História "nublada" e mal contada, sendo na RESSURREIÇÃO que assenta fundamentalmente a fé Cristã e o que a faz divergir da religião Judaica e Muçulmana, que ainda esperam o "Salvador".
          A meu ver, e partindo do princípio que Jesus Cristo foi crucificado e regressou à vida,  terá havido uma espécie de “conluio” entre o tal Centurião romano (há quem afirme que Jesus era filho de um romano- mas isto fica para outro texto e altura), José de Aritmeia e outros simpatizantes/familiares. Jesus terá recebido através da esponja uma qualquer substância (droga) que fez com que a sua respiração deixasse de se notar, (ou terá entrado em coma devido à dor), tendo sido levado ainda vivo para o túmulo, onde foi tratado. Passado o efeito da droga e/ou do coma e ao ser tratado com as ervas medicinais, terá acordado (regressado à vida). É uma possibilidade, mera opinião pessoal.
               Ao estar vivo e sendo um homem condenado pelos romanos, não podia continuar ali, pelo que teve que procurar refúgio noutro lugar, contudo, quem teve conhecimento do facto dele estar vivo não o podia contar. Terá nascido assim a base para a ideia do “milagre” da Ressurreição e conseguinte ascensão ao Céu (ideia acrescentada ao Evangelho muitos anos mais tarde, como já referido).
               Há quem acredite que Jesus ter-se-á deslocado para Camague, Sul de França, local para onde terá ido Maria Madalena, sua esposa e os seus filhos. Acho pouco provável na medida em que se tratava do centro do Império Romano, seu carrasco, e poderia descobri-lo. Acredito, porém, que terá seguido para Oriente, seguindo a rota da seda ou das especiarias.
              A sustentar esta minha ideia, está o facto de existir em Caxemira- Índia, uma tribo que se chama Ben-e-Israel (Bene-Israel), que significa filhos de Israel e afirmam-se descendentes das tribos perdidas de Israel. Lendas antigas contam que "O" pregador do século I, chamado “Issa”, conhecido por Jus Asaf, que significa Líder dos Curados ou Curador, terá voltado àquela terra com cerca de trinta anos. Contam ainda que lá viveu e morreu por volta do ano 80 d.C., tendo sido enterrado em Srinagar, onde o primeiro edifício do seu túmulo foi construído no ano 112 dc.. Reforça ainda a minha convicção o facto de São Tomé ter viajado para a Índia e lá ter fundado uma igreja Cristã, 
               Como se verifica, seria mais fácil e menos perigoso para Jesus Cristo deslocar-se para Oriente, além do mais, existem grandes probabilidades de já ter passado pelo continente indiano na sua juventude, como já foi dito. O facto de São Tomé ter fundado uma igreja na Índia revela que aquela parte do mundo fazia parte das rotas e destinos do povo de Israel. Por existir em Caxemira uma tradição relacionada com “Issa” e túmulo seu tão antigo (mais antigo que a Igreja Católica), também reforça a minha convicção.

               Em suma, Jesus terá nascido na Palestina como qualquer cidadão da época, terá viajado para a Índia onde teve contacto com o Budismo, recebeu os seus ensinamentos e talvez tenha aprendido medicina Ayurvédica. Talvez com a idade de vinte e nove anos terá regressado à sua terra natal (Judeia), onde pregou, curou os enfermos e enfureceu os romanos, tendo sido condenado à morte por crucificação. Um conluio de vários simpatizantes terá evitado O SEU FIM, havendo a possibilidade de ter estado em coma (natural ou induzido). Ao regressar do coma, deu o mote para a tão famosa "Ressurreição Cristã", tenha sido ela deliberada ou ocasional. Impossibilitado de circular pelo Império Romano, terá rumado a Oriente, a lugares já seus conhecidos e onde terá terminado os seus dias.
               Jesus espalhou as suas ideias e ensinamentos durante os últimos anos de vida, contudo, foram os seus discípulos que continuaram a sua “obra” que, com o passar dos séculos, sobretudo com a conversão do Imperador Constantino e a criação da Igreja Cristã (Católica), foram moldando os "factos" à sua maneira e interesse, sendo muito difícil, hoje, separar a verdade da ficção/criação/invenção/adaptação.
                   A Igreja católica defendeu ferozmente ao longo dos séculos a ideia da RESSURREIÇÃO  e combateu/matou/torturou quem se lhe opunha e dela duvidava, tendo para isso cometido as maiores atrocidades da História do Homem para manter essa farsa.


CN

(Este texto é uma opinião pessoal do seu criador, não pretendendo ter qualquer valor e força histórica. Foi baseado em vários documentários do Discovey Channel, pesquisas na internet e na opinião do seu autor).



sexta-feira, 29 de março de 2013

JESUS CRISTO versus CRISTIANO RONALDO






(foto: Resposta de um aluno do 6º ano)
Ao ler esta “sábia” e moderna definição de “Cristianismo” fico com várias certezas. Uma é que este aluno faltou a algumas aulas na escola e não foi à catequese, outra é que, como escreveu o grande Luís Vaz, mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, que é como quem diz, mandam-se os ídolos a seguir.
Efectivamente, CR7 é um enorme fenómeno de popularidade e arrasta multidões de fãs e não só, também o seguem aqueles que o detestam (por inveja) para dizerem mal do “rapaz”.
As únicas semelhanças entre JC e CR7 são só as letras “Crist”, as cinco primeiras letras do nome Cristiano, sendo que este resulta da devoção a Jesus Cristo.
Jesus Cristo apenas foi famoso após a sua morte e a sua “religião” foi imposta pela força dos seus seguidores ao longo de 20 séculos, ao passo que Cristiano Ronaldo é famoso em vida e os seus seguidores fazem-no de livre vontade.
A religião é uma “bengala” para os mortais, é um refúgio para as almas mais carenciadas. É preciso que o crente, o carente, o necessitado se identifique com o “ídolo” ou deposite nele extrema esperança e/ou confiança.
Neste Mundo em constante mudança, cada vez fazem menos sentido algumas ideias do passado, pois já não se coadunam com a realidade. Em termos religiosos, está mais que visto que algumas religiões, nomeadamente a “Cristã”, não preenche o vazio que existe em muita gente nos dias de hoje, levando as pessoas a procurar outros caminhos/ídolos.
Pelo acima explanado, creio que a afirmação deste aluno não será totalmente descabida, além do mais, a pergunta não refere em concreto que se trata da religião iniciada por Jesus Cristo, assim sendo, certamente não poderia ser considerada errada…

A fé é como o Bilhete de identidade- pessoal e intransmissível!
Este texto é a minha opinião e apenas pretendo fazer pensar as mentes mais abertas; respeito totalmente quem tem opinião diferente e quem idolatra e venera Jesus Cristo e outros “profetas”.

 CN

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

SERÃO AS MULHERES JARDINEIRAS?

(Imagem Google)
Esta pergunta atormenta-me há anos!
É comum, para não dizer geral, aparecer uma mulher na vida do homem que olha para o "embrulho" e diz que lhe agrada, porém, não tarda muito tempo que não comece a... pôr defeitos e a querer alterar algo.
É porque o homem gosta de futebol, ou porque bebe cerveja, porque coça as partes "privadas" em público, devia cortar o cabelo ou deixá-lo maior, ou porque.... Há sempre algo a mudar ou alterar. Todos têm "coisas" a corrigir.
Será que as mulheres olham para um homem como se fosse um arbusto? 
Devem Olhar e pensar: 
- Não está mal mas, se cortar aquele ramo ali, fica melhor; 
- Se alterar a forma em bico para redondo, fica mais giro; 
- Se mudar a cor verde para rosa choque é que fica bem!!! Combina com a minha roupa Gucci e faz pandam!! Uauuuuuuuuuuu Chiquérrimo!!!!

Só pode haver uma razão- são Jardineiras!!!

sábado, 10 de novembro de 2012

REFORMAS MILIONÁRIAS

(imagem google)
Surgiu (mais) uma notícia na comunicação social que dizia:
Portugal tem mais novas 63 reformas acima dos cinco mil euros. (notícia)

Nota-se que há uma "campanha" contra as reformas "milionárias" como se fossem elas as causadoras dos males do país (e Segurança Social).

Regra geral, quem tem reformas "milionárias" passou a vida inteira de trabalho a descontar o que o Estado lhes exigiu, na promessa de que lhe pagaria uma reforma equiparada a esses descontos. Certo?

Por que razão a comunicação social ataca essas pessoas que tanto descontaram e agora só esperam receber o que lhes foi prometido e não ataca as pessoas que não descontaram para a Segurança Social e auferem dela? Ou aquelas pessoas que passaram a vida a descontar o ordenado mínimo e receberam milhares? Ou por que não ataca os "des-governantes" que fazem aplicações de alto risco e perdem milhões de euros?

É triste que todos olhem de lado para quem está a receber muito na reforma e não critique e condene quem engana o ESTADO (O Estado somos todos nós).

Só revela que somos um país de analfabetos, corruptos e invejosos!

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

"OLHE QUE NÃO, SENHOR DOUTOR, OLHE QUE NÃO...."

MÁRIO SOARES.

(imagem Google)
            Rico, caquéctico, anafado e a dever anos à cova, tem vindo este sujeito à Praça Pública comentar, criticar, dar sugestões. Agora apregoa a queda do "Lepus" (Passos Coelho). Com que Moral?
            Desde o 25 de Abril de 1974 que esta "coisa" tem sugado o tutano do "nosso" Portugal. Ele e a família possuem um "Império" à nossa custa; foi o PR com mais "milhas" em viagens, sem falar nos terrenos, nas "a-Fundações" da família e na queima da Bandeira Nacional.
            Mário, reforme-se e esqueça que Portugal existe!!

Já agora- De que forma ganha Portugal com a queda do Governo?
Não era o Sócrates a causa de todos os males?

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O GRITO

Mudam-se os Tempos... mudam-se as ideias e objectivos.

Abandonado e esquecido pelo autor, eu próprio, esteve este canto aqui parado durante largos meses.
O tempo não parou e a vida foi rolando; com ela, experiências vieram e foram, ideias certas ontem, são erradas hoje e serão impensáveis amanhã, talvez.

Quando criei este Blogue em 2008, pretendia "espicaçar" as mentes e criar debates saudáveis... Não o consegui. Desilusão, pois claro.

Hoje a realidade é outra e eu também.
Decidi voltar a escrever, para mim. Traçar no ecrã aquilo que digo diariamente por palavras...
Neste Mundo cheio de sabem-tudo, doutores e afins, também eu posso e devo opinar sobre o que me apetecer.
O que me apetece agora é gritar bem alto! Gritar contra a corrupção, contra o mal, contra isto, contra aquilo- acho que é contra tudo e contra todos!!
Olho em redor e tudo ou quase tudo está contra a minha ideia. Quase todos seguem por caminhos "tortos" e mais fáceis, destruindo o futuro a cada passo. Sinto-me um marginal, um extra-terrestre.
Esta sociedade perdeu os valores, os bons valores.
Vivo num país que premeia quem mal se comporta e pune quem cumpre.
Que posso eu fazer? Como vou aguentar estas injustiças?
Vou gritando até que a "voz" me doa!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

PENSAMENTO DO DIA:

QUANTO MAIS EXPLORO O "DESCONHECIDO", MAIS ANSEIO PELO "CONHECIDO".

quinta-feira, 6 de maio de 2010

PENSAMENTO DO DIA:

Para algumas pessoas, pensar é como andar à chuva- incomoda muito!!!!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

PENSAMENTO DO DIA:

PROCURAR A NOSSA FELICIDADE NOUTRAS PESSOAS, É APENAS MAIS UM PASSO PARA O ABISMO.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

BOM DIA!

Bom dia.

São duas palavras, seis letrinhas apenas...
Duas palavras que podem dizer ou fazer tanto...
Seis letras que podem ter o mesmo efeito que abrir a janela do nosso quarto escuro e enchê-lo de luz...




Podem ser como abrir a janela e ver um lindo jardim florido na Primavera, onde as abelhas e as borboletas saltitam de flor em flor... e o seu perfume entra-nos pelas narinas deixando-nos
inebriados e deliciados...


Ou podem ser como abrir a janela e dar de caras com o azul do mar e a areia branca da praia... gaivotas brancas a planar graciosamente, entoando sonoros cânticos...

Só depende da pessoa que nos dá o BOM DIA....

(Hoje por aqui chove tanto...)


(imagens google)

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

"O homem só quer sexo..."

Gosto de publicar/mostrar coisas minhas; não tenho o hábito de usar o que os outros fazem em meu proveito/benefício.
Hoje, vou aqui contrariar esta minha máxima.
Há dias recebi um texto, via e-mail e levou-me a entender muitas coisas. Fiquei a perceber o por quê de algumas "questões". O texto ajudou-me.
Vou colocá-lo aqui- pode ser que ajude outras pessoas a entenderem-se ou a entenderem o seu parceiro(a).

“Os homens só querem uma coisa...”

Geralmente a mulher pensa que o homem só

quer uma coisa: SEXO…
A verdade é que o homem realmente quer amor.
O homem quer amor tanto quanto a mulher, mas

antes de abrir o coração e deixar entrar o amor,

a satisfação sexual é um pré-requisito.

Como a mulher precisa de amor para se abrir

para o sexo, o homem precisa de sexo para

se abrir para o amor.

Como directriz geral, a mulher precisa ser

emocionalmente satisfeita, antes de desejar o

contacto sexual.
O homem satisfaz grande parte das suas

necessidades emocionais durante o sexo.

A mulher não compreende isso no homem.
A razão básica pela qual o homem tem tanta

pressa de fazer sexo, é que ele é capaz de sentir

outra vez por meio do sexo.

Durante o dia, o homem se concentra tanto

no trabalho que perde contacto com seus

sentimentos de amor.
O sexo o ajuda a sentir outra vez.
Com o sexo, o coração do homem começa

a se abrir.
Com o sexo, o homem pode dar e receber amor.
O começo da compreensão dessa diferença

muda toda a perspectiva que a mulher tem do sexo.
Em vez de ver o desejo do homem como

algo vulgar e separado do amor, ela pode

começar a ver o desejo como o modo dele

de finalmente encontrar o amor.
O sentimento da mulher sobre a preocupação

do homem com o sexo, pode mudar

completamente quando ela compreende

por que o homem precisa de sexo.
As mulheres adoram o sexo perfeito.
O sexo perfeito requer uma atitude positiva

para com o sexo.
Para que o homem continue a sentir

atracção, ele precisa sentir que sua parceira

gosta tanto de sexo quanto ele.
Muitas vezes o homem sente-se derrotado

pelo sexo, porque erroneamente recebe a

mensagem de que sua parceira não se

interessa tanto pelo sexo quanto ele.
Sem uma profunda compreensão de como

somos feitos de modo diferente para o sexo,

é muito fácil ser desencorajado.
A mulher gosta de sexo perfeito tanto quanto

o homem.
A diferença entre a mulher e o homem é que

ela só sente um forte desejo de sexo depois

de satisfeita sua necessidade de amor.

O mais importante, ela precisa primeiro se

sentir amada e especial.
Quando seu coração está aberto desse

modo, seu centro sexual começa a se abrir

e ela sente um desejo igual ao do homem, se

não maior. Para ela, o amor é muito mais

importante do que o sexo, mas quando a

necessidade de amor é satisfeita, a

importância do sexo aumenta.
Quando o coração da mulher se abre

o homem não deve se desencorajar, quando

a mulher não se interessa fisicamente, de

imediato, por ele.
Deve lembrar que a mulher é como um

forno que aquece devagar.
Se ela quer apenas uma amizade, no

princípio, não significa que o homem

não tem nenhuma chance.
Geralmente as mulheres que encontram

suas almas gémeas dizem que, no começo,

eram somente amigos e que o romance veio

depois.
Seus maridos quase sempre dizem que

a atracção física, estava com eles desde o começo.

Do livro:
"Homens são de Marte, Mulheres são de Vénus"


Que bem q se está aqui.....

Foi obra!!! (as pirâmides)