sexta-feira, 17 de abril de 2009

AMADO vs ODIADO

Que ser tão imperfeito é aquele que não consegue um meio-termo?
Ou provoca amor ou desperta o ódio.
Como é possível despertar numas pessoas uns sentimentos e noutras provocar o oposto?
O defeito será seu ou será de quem o julga/aprecia?
Qual a ciência que o poderá explicar?
No mundo temos zonas desérticas, temos zonas com chuva e vegetação abundante e, a meio termo, temos as zonas “temperadas”.
Nos desertos não chove; nas zonas tropicais chove demais e nas zonas temperadas chove qb.
Por que razão aquele ser imperfeito não é “temperado”?
Obviamente também falo de mim. E é uma coisa que me intriga bastante.
Que “capacidade” é esta de causar sentimentos tão opostos sem haver nada pelo meio?
Não é fenómeno recente comigo; sempre foi assim, desde “menino”. E ainda não me habituei.
Creio que o defeito não será tanto meu mas sim de quem “observa”. Julgam demasiado rápido. Julgam sem conhecimento de causa. Julgam com base numa fracção de segundo, numa boca, num olhar.
Muitos somos assim- julgamos rápido.
Certo é que a primeira impressão é a que fica mas, já vimos o todo?
Para “conhecer”alguém devíamos partir de “tábua rasa”, ver, escutar, discutir, trocar ideias e opiniões, conhecer, tentar entender e, só depois, formar uma opinião. Parece fácil. Quantas vezes ficámos a olhar torto para uma pessoa só porque ela disse/fez qualquer que não concordámos? Tantas. Ou porque não fez o que esperávamos.
Sempre houve e continuará a haver pessoas com quem nos identificamos mais do que outras mas, porque temos que odiar aquelas com quem nos identificamos menos (ou nada)?
Se tivermos o espírito aberto, vemos que podemos aprender com qualquer pessoa; até aquela que julgamos ignorante, analfabeta e senhora de outros “adjectivos” injustos com que a rotulámos. Todo o ser humano, senhor das suas faculdades mentais, é uma possível fonte de conhecimento e sabedoria.
Talvez como auto-defesa, afastamos tudo (todos) o que nos faça frente ou ameace. Também acontece “aliarmo-nos” ao mais forte ou mais capaz para nossa “protecção” ou satisfação pessoal.
Lembrei-me de um slogan que diz: “não há boa nem má publicidade, só há publicidade”. Eu poderia adaptá-lo e dizer: “amem-me ou odeiem-me, desde que falem de mim”. Não está certo. Sei que não sou tão bom como algumas pessoas pensam nem tão ruim como outras me querem fazer. Sou eu, uma versão humana, made in Portugal, sem qualquer sentimento de superioridade ou de inferioridade (será possível?). Não procuro o conflito mas também não me desvio dele. Adoro debater ideias e trocar opiniões, sou firme a defender as minhas (ainda que nem sempre certas- teimoso? talvez). Sei reconhecer o erro. Sensível como a seda, duro como o diamante. Vou a bem com um, a mal são precisos cem.
Amem-me ou odeiem-me mas não me chateiem. Não sou a causa dos males do mundo nem a sua salvação.


4 comentários:

pensamentosametro disse...

Comigo passa-se exactamente o mesmo quem me ama fá-lo sinceramente. Quem me odeia fá-lo visceralmente. As razões podia talvez expressá-las, mas pelo menos hoje não me apetece.


Bjos


Tita

KING SOLOMON disse...

Olá Tita.

Obrigado pela visita e comentário.
Creio que, toda a pessoa verdadeiramente sincera desperta amor e/ou ódio. Só aquelas "versáteis" conseguem viver no tal "meio-termo" porque nunca são elas próprias...

Bom FDS.

CNS disse...

Vim aqui agradecer-lhe o generoso comentário que deixou no meu deserto.
É muito gratificante saber gostam de nos ler.

Um abraço

KING SOLOMON disse...

Olá CNS.
Obrigado pela visita e comentário.
O seu canto de deserto não tem nada.


Que bem q se está aqui.....

Foi obra!!! (as pirâmides)